21 de abril - Feriado de Tiradentes relembra líder da Inconfidência Mineira
Considerado mártir da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier foi executado em 1792 e se tornou símbolo da luta contra o domínio colonial
Por: Willian Silva
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Foto: Novabrasil
O feriado nacional de 21 de abril marca o Dia de Tiradentes, data que homenageia Joaquim José da Silva Xavier, personagem histórico considerado um dos principais símbolos da luta contra o domínio português no período colonial. Tiradentes ficou conhecido por sua atuação na Inconfidência Mineira, um movimento de caráter separatista que defendia a independência do Brasil em relação a Portugal e a criação de uma república na então capitania de Minas Gerais.Dentista de profissão — origem do apelido “Tiradentes” —, ele também atuava como militar e tropeiro. Entre os participantes da conspiração, foi o único condenado à morte. Em 21 de abril de 1792, foi executado por enforcamento, no Rio de Janeiro, que à época era capital da colônia. Após a execução, seu corpo foi esquartejado e exposto em vias públicas como forma de repressão e exemplo contra novas revoltas. Décadas depois, com a Proclamação da República, Tiradentes passou a ser reconhecido como mártir e herói nacional.O feriado foi oficializado no Brasil como forma de preservar a memória histórica e reforçar o simbolismo de Tiradentes na construção da identidade nacional e na luta por liberdade política.
15 de novembro, Proclamação da República: por que historiadores concordam que monarquia sofreu um 'golpe'
"Se pensarmos que a monarquia era um regime historicamente vinculado à escravidão (esta sim, uma instituição ilegítima, sob quaisquer aspectos), acho pessoalmente que a fundação da República foi um pr
Por: Vinicius Mendes | BBC Brasil
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Pintura de Benedito Calixto
- Meses após o Marechal Deodoro da Fonseca enganar a própria mulher, burlar as recomendações médicas e levantar da cama - onde havia passado a madrugada daquele 15 de novembro febril - para proclamar a República brasileira, o país já conhecia a primeira crítica articulada sobre o processo que havia removido a monarquia do poder em 1889. Escrito pelo advogado paulistano Eduardo Prado, o livro Fastos da Ditadura Militar no Brasil, de 1890, argumentava que a Proclamação da República no Brasil tinha sido uma cópia do modelo dos Estados Unidos aplicada a um contexto social e a um povo com características distintas. A monarquia, segundo ele, ainda era o modelo mais adequado para a sociedade que se tinha no país. Prado também foi o primeiro autor a considerar a Proclamação da República um "golpe de Estado ilegítimo" aplicado pelos militares. Hoje, 129 anos depois, o tema ainda suscita debates: enquanto diversos historiadores apontam a importância da chegada da República ao Brasil, apesar de suas incoerências e dificuldades, um movimento que ganhou força nos últimos anos - principalmente nas redes sociais - ainda a contesta. "A proclamação foi um golpe de uma minoria escravocrata aliada aos grandes latifundiários, aos militares, a segmentos da Igreja e da maçonaria. O que é fato notório é que foi um golpe ilegítimo", disse à BBC News Brasil o empresário Luiz Philippe de Orleans e Bragança, tataraneto de D. Pedro 2º, o último imperador brasileiro, e militante do movimento de direita Acorda Brasil.
























