Varejo da Bahia deve faturar R$ 15,2 bilhões no Dia das Mães
Setores básicos puxam alta, enquanto segmentos dependentes de crédito devem recuar.
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O varejo baiano deve faturar R$ 15,2 bilhões em maio, impulsionado pelo Dia das Mães, principal data do comércio no primeiro semestre. A projeção é da Fecomércio-BA. O valor representa crescimento real de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.Entre os segmentos analisados, o destaque fica para os setores de consumo básico, menos dependentes de crédito. Farmácias e perfumarias devem crescer 8%, enquanto supermercados têm previsão de alta de 4%. O grupo de “outras atividades”, que inclui joalherias, chocolates e artigos esportivos, também deve avançar, com expectativa de crescimento na casa de 8%.Por outro lado, setores mais sensíveis aos juros tendem a recuar. É o caso de móveis e decoração, com queda estimada de 9%, vestuário e calçados (-5%) e eletrodomésticos (-4%). Segundo a entidade, o cenário de juros elevados continua pressionando o consumo de bens de maior valor.Ainda assim, a expectativa é de resultado positivo no mês, sustentado pelo aumento da renda dos trabalhadores e pelo aquecimento do mercado de trabalho.
Governo Federal anuncia R$ 10 bilhões em crédito para modernizar máquinas agrícolas
Anúncio foi feito durante a Agrishow; pacote inclui financiamento com juros menores e negociação de débitos do setor.
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O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou neste domingo (26), durante a Agrishow, uma nova linha de crédito de R$ 10 bilhões para financiar máquinas e equipamentos agrícolas.O recurso faz parte do programa MOVE Brasil e será destinado à compra de tratores, colheitadeiras e implementos. A operação deve começar em até três semanas, com juros reduzidos.O financiamento poderá ser feito diretamente pela Finep ou por meio de parceiros, como cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil.Além do crédito, Alckmin afirmou que o governo prepara um programa para renegociação de dívidas do setor rural. A medida deve contemplar tanto produtores inadimplentes quanto aqueles que estão em dia com suas obrigações.Segundo o vice-presidente, o objetivo é ampliar a capacidade de investimento e fortalecer a competitividade do agronegócio.O anúncio ocorre em meio à Ribeirão Preto, onde a feira reúne produtores, empresas e autoridades do setor.
Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 para 2027
Valor consta no PLDO enviado ao Congresso e segue regra do novo arcabouço fiscal, que limita ganho real
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O Governo Federal propôs fixar o salário mínimo em R$ 1.717 para 2027. O valor está previsto no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional. A proposta prevê um reajuste nominal de 5,92%, considerando a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, somada ao crescimento da economia. O cálculo segue a regra do novo arcabouço fiscal, que limita o ganho real a até 2,5% acima da inflação. O projeto também apresenta estimativas preliminares para os anos seguintes: R$ 1.812 em 2028, R$ 1.913 em 2029 e R$ 2.020 em 2030. Os valores ainda poderão ser revisados nas próximas versões da LDO. Desde 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido com base na inflação medida pelo INPC mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. A regra, que havia sido aplicada entre 2006 e 2019, foi retomada com ajustes e passou a respeitar os limites de crescimento das despesas definidos pelo novo arcabouço fiscal.
Nova versão do Desenrola está em fase final e aguarda aval de Lula
Proposta prevê reduzir endividamento e pode incluir uso de FGTS para quitar dívidas
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O governo federal prepara uma nova versão do programa de renegociação de dívidas, nos moldes do Desenrola, que deve ser anunciada após a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa.A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o desenho final da proposta ainda está sendo concluído pela equipe econômica e será apresentado ao presidente nos próximos dias.O anúncio oficial ficará a cargo de Lula após o retorno ao Brasil. “Esperamos um impacto grande para que a população se desendivide ou diminua o endividamento”, afirmou Durigan, em São Paulo, após evento relacionado às obras do túnel Santos–Guarujá.Entre as medidas em estudo está a possibilidade de liberar recursos retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas. O valor pode chegar a cerca de R$ 7 bilhões, segundo estimativas preliminares.O programa tem como objetivo reduzir os níveis de inadimplência no país, em um cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda. O governo também avalia mecanismos para conter o uso excessivo de apostas, incluindo bets esportivas e plataformas digitais, como forma de diminuir o endividamento das famílias.De acordo com o ministro, a proposta deve contemplar tanto pessoas físicas quanto empresas, embora detalhes ainda não tenham sido divulgados.Durigan embarca nesta segunda-feira para compromissos nos Estados Unidos e na Europa, onde deve se encontrar com o presidente. A agenda internacional inclui discussões sobre governança financeira, transição energética e cooperação internacional, além do alinhamento final do programa.A expectativa é de que o anúncio seja feito após o retorno da comitiva ao país.
Mais de 5 mil postos são fiscalizados por alta de combustíveis
Mais de 3,5 mil notificações foram emitidas; multas podem chegar a R$ 14 milhões
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
Uma força-tarefa nacional já fiscalizou 5.358 postos de combustíveis e 322 distribuidoras em todo o país desde o dia 9 de março. A ação busca coibir aumentos abusivos de preços após o início da guerra no Oriente Médio. As operações envolvem órgãos federais e estaduais, como a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Procons.Até o momento, foram emitidas mais de 3,5 mil notificações. Após análise, os casos podem resultar em multas de até R$ 14 milhões, conforme o Código de Defesa do Consumidor. A ANP também autuou 85 postos e 19 distribuidoras por irregularidades. Em 16 casos, há indícios de formação de preço abusivo por parte de distribuidoras, com multas que podem chegar a R$ 500 milhões.As fiscalizações se somam a outras medidas adotadas pelo governo federal, como a redução de impostos sobre o diesel e a criação de subsídios para conter os impactos da alta nos preços. As ações seguem em andamento em todo o país.
Cesta de Páscoa fica 5,73% mais barata, aponta FGV
Levantamento da FGV mostra recuo nos preços, puxado por itens básicos, enquanto chocolates e bacalhau seguem em alta
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A cesta de produtos típicos da Páscoa deve pesar menos no bolso do brasileiro em 2026. Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas aponta queda média de 5,73% nos preços em relação ao ano passado, marcando o segundo recuo consecutivo — em 2025, a redução foi de 6,77%.O estudo foi divulgado às vésperas do feriado e considera itens tradicionais como chocolates, pescados e produtos básicos consumidos no período.Apesar da queda geral, a inflação ao consumidor medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal registrou alta de 3,18% no acumulado entre abril de 2025 e março de 2026.Alguns produtos típicos da data apresentaram aumentos expressivos, superando a inflação geral:Bombons e chocolates: +16,71%Bacalhau: +9,9%Sardinha em conserva: +8,84%Atum: +6,4%. Por outro lado, itens básicos contribuíram para a redução da cesta:Arroz: -26,11%Ovos de galinha: -14,56%Azeite: -23,20%Já os pescados frescos tiveram leve alta de 1,74%, enquanto os vinhos subiram 0,73%.Nos últimos quatro anos, a inflação da Páscoa alternou entre altas e quedas:2026: -5,73%2025: -6,77%2024: +16,73%2023: +13,16%No acumulado desde 2022, os preços da Páscoa subiram 15,37%, abaixo da inflação geral no período (16,53%).Chocolate segue pressionadoMesmo com a queda recente no preço internacional do cacau, os chocolates continuam mais caros para o consumidor. Segundo o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, produtos industrializados têm repasses mais lentos das reduções de custos.Nos últimos quatro anos, os bombons e chocolates acumulam alta de 49,26%.Estudo citado pelo economista Valter Palmieri Junior aponta que a concentração de mercado também pressiona preços: cinco marcas, pertencentes a três empresas, concentram 83% do setor de chocolates.A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados afirma que o preço final não depende apenas do cacau, mas também de fatores como leite, açúcar, frete e variação do dólar.A entidade destaca ainda que o setor colocou cerca de 800 produtos no mercado neste ano, com 134 lançamentos.A alta recente do cacau foi influenciada por problemas climáticos, como o El Niño, que afetou plantações em países africanos como Gana e Costa do Marfim, responsáveis por cerca de 60% da produção global.O déficit de oferta fez o preço da tonelada atingir US$ 11 mil, antes de recuar para cerca de US$ 3,3 mil atualmente.A indústria projeta uma Páscoa positiva, com expectativa de 14,6 mil empregos temporários — alta de 50% em relação a 2025. Cerca de 20% dessas vagas devem se tornar permanentes.Pesquisa do Instituto Locomotiva indica que 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à data.
Aneel mantém bandeira verde e conta de luz segue sem taxa extra em abril
Nível dos reservatórios se mantém estável após chuvas e reduz custo de geração
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de abril, mantendo os consumidores sem cobrança adicional na conta de luz. A medida segue o cenário observado desde janeiro e reflete as condições favoráveis de geração de energia no país. Com a bandeira verde, não há acréscimo nas tarifas, diferentemente dos períodos em que são acionadas as bandeiras amarela ou vermelha.Segundo a agência, o resultado está diretamente ligado ao volume de chuvas registrado em março, que garantiu níveis satisfatórios nos reservatórios das hidrelétricas. Com mais água disponível, o sistema elétrico consegue operar com menor dependência das usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado e impactam diretamente o valor final da energia.A manutenção do cenário reduz a pressão sobre as tarifas e mantém a conta de luz mais estável para os consumidores em todo o país.
Preço da gasolina sobe nos postos mesmo sem reajuste da Petrobras
Alta acompanha valorização do petróleo no mercado internacional
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O preço da gasolina voltou a subir nos postos de combustíveis em todo o país, mesmo sem um reajuste oficial da Petrobras. Levantamentos semanais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam aceleração nos valores cobrados ao consumidor nas últimas semanas, em meio à alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pelo agravamento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Na semana encerrada em 28 de fevereiro, quando o conflito teve início, o preço médio da gasolina no Brasil era de R$ 6,28 por litro, com leve queda de 0,32% em relação à semana anterior. A partir de então, os valores passaram a subir: em 7 de março, o litro foi vendido a R$ 6,30; na semana seguinte, chegou a R$ 6,46; e, em 21 de março, alcançou R$ 6,65. No período, a alta acumulada foi de aproximadamente 5,9%. O último reajuste da Petrobras no preço da gasolina ocorreu em janeiro deste ano, quando houve redução de 5,2%. O aumento mais recente foi anunciado em julho de 2024, de 1,72%. Já o diesel teve reajuste em 13 de março, com alta de 11,6% nas refinarias. Segundo a ANP, o preço médio do diesel chegou a R$ 7,65 por litro na segunda semana de março, alta de 20,6% em relação ao fim de fevereiro. Especialistas explicam que a elevação da gasolina nas bombas ocorre em um cenário em que a Petrobras não é mais a única responsável pela formação de preços. Parte do parque de refino está sob controle de empresas privadas, e a distribuição também é feita por diferentes companhias, o que permite ajustes ao longo da cadeia, independentemente de mudanças nos valores praticados pela estatal. O impacto imediato da alta deve ser limitado no IPCA-15 de março, que será divulgado nesta quinta-feira (26), já que o período de coleta do índice inclui semanas em que os preços ainda estavam mais estáveis. Economistas avaliam, no entanto, que o efeito será mais perceptível no IPCA cheio de março, com divulgação prevista para abril. Estimativas de analistas indicam que a gasolina pode registrar alta entre 2,8% e 3,5% no índice mensal, contribuindo de forma relevante para a inflação do período. Segundo especialistas, além do petróleo, fatores como o preço do etanol anidro — que compõe cerca de 26% da gasolina vendida nos postos — e as margens de revenda também influenciam as variações observadas ao consumidor. Economistas ressaltam que, embora o cenário internacional pressione os preços, oscilações no mercado interno podem ocorrer mesmo sem relação direta com conflitos externos, devido à dinâmica própria do setor de combustíveis no Brasil.
Frete terá revisão mais rápida com alta do diesel, diz ministro
Medida busca acompanhar oscilações do diesel; governo também prepara mudanças no CIOT e reforço na fiscalização.
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O Ministério dos Transportes do Brasil anunciou que a tabela do frete passará a ser atualizada com maior frequência para acompanhar a volatilidade dos preços dos combustíveis. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (20), durante coletiva na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Atualmente, a legislação prevê revisão a cada seis meses ou quando há variação superior a 5% no preço do diesel. Com a mudança, o governo pretende acelerar esse processo por meio de portaria, permitindo ajustes mais rápidos conforme as oscilações do mercado.Segundo o ministro Renan Filho, a medida atende a uma demanda dos caminhoneiros e busca refletir com mais precisão os custos do transporte. “Se o preço do petróleo sobe ou cai muito, a tabela será atualizada mais vezes para espelhar os custos do momento”, afirmou. O governo também informou que deve publicar, no início da próxima semana, a regulamentação da medida provisória que reforça a fiscalização do piso do frete, incluindo regras de penalidade.Outra mudança prevista é a atualização do sistema do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte). A nova regra, que deve ser definida em até 60 dias, vai impedir a contratação de fretes abaixo do valor mínimo estabelecido. De acordo com o ministro, o mecanismo deve aumentar o cumprimento da tabela, ao exigir documentação obrigatória para a realização do transporte.Renan Filho também citou impactos externos sobre o preço dos combustíveis e pediu mobilização pelo fim de conflitos internacionais, afirmando que o custo econômico dessas crises afeta diretamente o mercado global.
Governo Federal reúne Procons e aciona PF para fiscalizar preços dos combustíveis
União mobiliza Procons e PF contra especulação
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Foto: Marcos Oliveira | Arquivo Sudoeste Bahia
O Governo do Brasil iniciou uma força-tarefa nacional para ampliar a fiscalização sobre o mercado de combustíveis, após identificar indícios de aumentos considerados abruptos e sem justificativa clara de custos.A articulação foi conduzida pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reuniu mais de 100 Procons estaduais e municipais na terça-feira (17) para alinhar ações conjuntas em todo o país.A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também iniciou uma operação de fiscalização em nove estados e no Distrito Federal, em parceria com a Senacon e os órgãos de defesa do consumidor.Além disso, o governo acionou a Polícia Federal, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), com o envio de ofícios contendo análises preliminares sobre o comportamento dos preços.Segundo o governo, há sinais de aumentos generalizados nos combustíveis que não acompanham variações identificáveis nos custos da cadeia, o que pode indicar práticas abusivas ou especulativas.Representantes do Ministério da Justiça e de órgãos de controle detalharam as ações em entrevista coletiva realizada na noite de terça-feira.A expectativa é de que a atuação integrada fortaleça a fiscalização e coíba irregularidades no setor em todo o país.
Estados rejeitam pedido de Lula para reduzir ICMS sobre combustíveis
Comitê Nacional de Secretários de Fazenda afirmou que cortar impostos não assegura alívio ao consumidor e pode provocar perdas bilionárias de arrecadação
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Foto: Ricardo Stuckert | PR
Após o governo federal anunciar um pacote de medidas para conter a alta do diesel, os estados reagiram e rejeitaram um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de redução do ICMS. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) afirmou, nesta terça-feira (17), que cortar impostos não assegura alívio ao consumidor e pode provocar perdas bilionárias de arrecadação, com impacto direto em áreas como saúde, educação e segurança pública. O texto divulgado diz que não existe evidência consistente de que reduções tributárias sejam repassadas ao preço final nas bombas. Parte relevante desse benefício, segundo avaliação dos secretários, tende a ser absorvida ao longo da cadeia de distribuição e revenda, o que limita o efeito para o consumidor. Ainda em nota, o Comsefaz cita que nos últimos três anos, o preço da gasolina caiu 16% nas refinarias, mas subiu 27% nos postos, indicando que a redução de custos nem sempre chega ao bolso do consumidor. "O resultado é que a população acaba arcando com uma dupla perda. De um lado, não recebe, de forma efetiva, a redução esperada no preço final dos combustíveis. De outro, suporta os efeitos da supressão de receitas públicas essenciais ao financiamento de políticas e serviços indispensáveis à sociedade. Em vez de produzir alívio real nas bombas, uma nova redução do ICMS pode, na prática, enfraquecer a capacidade do poder público de atender justamente a população que se pretende proteger", diz trecho do texto. A manifestação por parte dos estados acontece após o governo anunciar um conjunto de medidas para conter a alta do diesel diante da escalada do petróleo no mercado internacional. As ações incluem a zeragem de tributos federais sobre o combustível, o pagamento de subsídios a produtores e importadores e a criação de mecanismos para estimular o refino interno e ampliar a oferta. Integrantes da equipe econômica também passaram a defender que os estados reduzam o ICMS como forma de ampliar o efeito dessas medidas sobre o preço final ao consumidor — ponto que motivou a reação do Comsefaz. O presidente Lula pediu, no fim da semana passada, a colaboração dos governos estaduais para conter a alta dos combustíveis. Ao comentar o pacote anunciado, o mandatário disse que espera "boa vontade" dos governadores para reduzir o ICMS sobre o diesel, dentro das possibilidade de cada estado. "Nós vamos fazer tudo o que for possível e, quem sabe, esperar até a boa vontade dos governadores dos estados, que podem reduzir um pouco o ICMS também no preço do combustível, naquilo que for possível cada estado fazer, para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro. Não chegando ao bolso do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de feijão, da salada de alface, da cebola e a comida que o povo mais come", defendeu o presidente. Os estados, no entanto, argumentam que já vêm contribuindo para amortecer as mudanças. "Com o modelo atual de cobrança do ICMS — fixado em valor por litro —, o peso relativo do imposto diminui quando os preços sobem. "Também é importante considerar que, no modelo atualmente em vigor, os estados já vêm contribuindo, na prática, para amortecer parte das oscilações no preço dos combustíveis. Com a adoção da tributação monofásica por alíquota específica ad rem, o ICMS passou a ser cobrado em valor fixo por litro, com atualização anual baseada em médias de preços apuradas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)." Segundo a Comsefaz, isso significa que as altas provocadas por crises internacionais, choques no petróleo ou variações cambiais não são acompanhadas automaticamente pela tributação."
Rui Costa anuncia medidas para reforçar controle sobre postos e distribuidoras
Medidas ampliam poderes de fiscalização da ANP e fazem parte de pacote para reduzir impactos da crise internacional do petróleo.
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) um conjunto de medidas para ampliar a fiscalização sobre possíveis abusos e práticas especulativas nos preços dos combustíveis em postos de todo o país. As ações fazem parte de um pacote preparado para reduzir os impactos econômicos da crise internacional provocada pela guerra envolvendo Irã, que pressiona os preços do petróleo no mercado global.Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa, uma medida provisória e decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliam os instrumentos de atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e de outros órgãos responsáveis pelo monitoramento do setor. De acordo com o ministro, as novas regras devem reforçar a capacidade de controle do governo sobre o mercado de combustíveis.“Vamos adotar instrumentos legais que criam ferramentas para que esses órgãos possam atuar de forma mais consistente e coibir abusos”, afirmou. Rui Costa também criticou a atuação de parte dos revendedores e distribuidores. Segundo ele, em muitos casos as reduções de preços anunciadas pela Petrobras não chegam ao consumidor final.Por outro lado, afirmou o ministro, aumentos motivados por momentos de especulação no mercado internacional costumam ser repassados rapidamente para o valor cobrado nas bombas.
Refinadores privados defendem atualização diária de preços para aderir a subsídio
Entidade que representa refinadores privados afirma que pacote do governo é positivo, mas pode gerar distorções tributárias e desestimular adesão do setor.
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O presidente da Refina Brasil – Associação Brasileira dos Refinadores Privados, Evaristo Pinheiro, afirmou que as medidas anunciadas pelo governo federal para o setor de combustíveis são positivas, mas precisam de ajustes para evitar distorções no mercado.Em entrevista, Pinheiro disse que a subvenção prevista para refinarias privadas só deve atrair adesão se o preço de referência do diesel for atualizado diariamente, seguindo a política de paridade internacional.Segundo ele, sem essa atualização os agentes privados podem ser obrigados a vender combustível com prejuízo, já que o valor do barril de petróleo oscila diariamente no mercado global.“Sem um preço de referência atualizado diariamente, o risco é o refinador vender abaixo do custo, o que inviabiliza a adesão ao programa”, afirmou.O dirigente também criticou pontos do Decreto nº 12.875, que, segundo ele, pode provocar acúmulo de créditos de PIS e Cofins para refinarias que não são verticalizadas — ou seja, que não controlam todas as etapas da cadeia do petróleo.De acordo com Pinheiro, o problema poderia ser evitado caso o governo reduzisse, na mesma proporção, os tributos incidentes sobre o petróleo bruto. Sem esse ajuste, afirmou, as empresas tendem a acumular créditos tributários sem conseguir repassar redução de preços ao mercado.Outro ponto levantado pela entidade é a cobrança de imposto sobre a exportação de diesel. Para Pinheiro, a medida precisa especificar claramente qual tipo de combustível será atingido.Isso porque o Brasil tem superávit na produção de bunker oil, combustível marítimo que utiliza nomenclatura semelhante à do diesel em algumas classificações comerciais.Segundo o presidente da Refina Brasil, refinarias — tanto privadas quanto a Petrobras — vendem esse produto no mercado interno com operação equiparada à exportação. Caso o imposto incida sobre esse combustível, pode haver dificuldade para comercialização.A entidade defende que a regulamentação siga o mesmo critério adotado na medida provisória que trata do diesel rodoviário, diferenciando os tipos de produto para evitar impactos inesperados no mercado.
Caixa suspende Pix Saque em lotéricas
Decisão afeta retirada de dinheiro e troco em espécie nas unidades; setor teme queda no movimento e impacto financeiro.
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Caixa Econômica Federal suspendeu, a partir de março, os serviços de Pix Saque e Pix Troco nas casas lotéricas de todo o país. A medida afeta clientes que utilizavam as unidades para retirar dinheiro ou receber troco em espécie após pagamentos feitos pelo sistema. As duas modalidades haviam sido implementadas nas lotéricas desde a criação do serviço pelo Banco Central do Brasil, em novembro de 2021, e registravam crescimento na utilização.A suspensão provocou reação de permissionários do setor. Representantes das casas lotéricas afirmam que parte significativa do fluxo de clientes nas unidades está ligada aos serviços bancários oferecidos nesses estabelecimentos. A Federação Brasileira das Empresas Lotéricas criticou a decisão e alertou para possíveis impactos financeiros. Segundo a entidade, a retirada das operações pode gerar desequilíbrio econômico em milhares de lotéricas espalhadas pelo Brasil.Apesar da suspensão nas unidades vinculadas à Caixa, os serviços Pix Saque e Pix Troco continuam regulamentados pelo Banco Central e podem seguir sendo oferecidos por outros estabelecimentos habilitados. Até o momento, a Caixa não informou se a interrupção das operações nas lotéricas será definitiva ou temporária. Representantes do setor afirmam que pretendem buscar diálogo com o banco para discutir a decisão.
Lula defende acordo entre trabalhadores e empresários para discutir fim da escala 6x1
Presidente diz que proposta deve ser construída com diálogo entre governo, empregados e patrões antes de chegar ao Congresso
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Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta terça-feira (3), que a proposta de lei para o fim da escala 6x1 seja construída por meio de negociação entre trabalhadores, empresários e o governo antes de ser analisada pelo Congresso Nacional. A declaração foi feita na abertura da Segunda Conferência do Trabalho, realizada no Anhembi, em São Paulo. Segundo Lula, um acordo entre as partes pode evitar conflitos posteriores na Justiça do Trabalho. “É melhor vocês construírem negociando do que terem que engolir uma coisa aberta [vinda do Congresso], e depois ter de recorrer à Justiça do Trabalho”, afirmou. O presidente acrescentou que o resultado ideal será aquele fruto de entendimento entre empresários, trabalhadores e governo. Lula também afirmou que o governo buscará equilíbrio nas discussões. “Não iremos prejudicar os trabalhadores. E também não queremos contribuir com o prejuízo da economia brasileira”, disse. A conferência, que segue até o dia 5, tem como objetivo discutir diretrizes para promover trabalho decente no país e fortalecer o diálogo social na formulação de políticas públicas.
Aneel mantém bandeira verde em março e descarta cobrança extra na conta de luz
Agência atribui decisão ao aumento das chuvas e à melhora nos níveis dos reservatórios
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária permanecerá verde no mês de março. Com a decisão, os consumidores não terão cobrança adicional na conta de energia elétrica. O anúncio foi feito na sexta-feira (27). Segundo a agência, a manutenção da bandeira pelo terceiro mês consecutivo ocorre em razão das condições favoráveis para a geração de energia no país. De acordo com a Aneel, o aumento do volume de chuvas em fevereiro contribuiu para elevar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, o que assegura maior estabilidade ao sistema elétrico. Em dezembro, a bandeira vigente era a amarela. A agência ressaltou ainda que, mesmo com a bandeira verde, pode haver acionamento pontual de usinas termelétricas para reforço do sistema em situações específicas.
Gov.br envia aviso sobre isenção do Imposto de Renda
Mensagens serão enviadas pela caixa postal do Gov.br e por WhatsApp; nova tabela zera imposto para rendas de até R$ 5 mil.
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Trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês vão receber alerta oficial sobre a atualização da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A comunicação será feita pela caixa postal individual da plataforma Gov.br e pelo WhatsApp cadastrado pelo usuário. A mensagem orienta o contribuinte a verificar o contracheque de fevereiro. As mudanças passam a valer a partir deste mês e impactam o valor líquido do salário, já que alteram as faixas de isenção e desconto do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Desde 1º de janeiro, está isento do IR quem recebe até R$ 5 mil mensais. Para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, a cobrança foi reduzida de forma escalonada. Acima desse valor, permanece a tabela progressiva, com alíquota que pode chegar a 27,5%. A nova legislação também criou regras para altas rendas. Contribuintes com ganhos superiores a R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês) terão tributação progressiva de até 10%. Para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão anuais, a alíquota mínima efetiva será de 10%.As mudanças também incidem sobre o cálculo do imposto retido exclusivamente na fonte no pagamento do 13º salário. A retenção deve ser feita por todas as empresas, inclusive as optantes pelo Simples Nacional. A Receita Federal afirma que o envio das mensagens é gratuito e não exige cadastro adicional. O governo ressalta que não encaminha links nem solicita dados pessoais ou pagamentos por WhatsApp.Em caso de dúvida, o trabalhador deve consultar a caixa postal dentro do Gov.br ou procurar o setor de recursos humanos da empresa. A Receita também disponibilizou em seu site exemplos práticos da aplicação da nova tabela e uma seção de perguntas e respostas.
Governo libera R$ 3,9 bilhões do saque-aniversário do FGTS
Segunda etapa beneficia 822,6 mil trabalhadores demitidos; pagamentos seguem até 12 de fevereiro.
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O governo federal iniciou nesta segunda-feira (2) a liberação de R$ 3,9 bilhões referentes à segunda parcela do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a nova etapa beneficia 822,6 mil trabalhadores que tiveram valores retidos após demissões ocorridas entre janeiro de 2020 e 20 de dezembro de 2025. Os pagamentos serão realizados até o dia 12 de fevereiro.Na primeira fase, concluída após a publicação de uma medida provisória em 23 de dezembro, foram liberados R$ 3,8 bilhões, alcançando mais de 14 milhões de pessoas, de acordo com dados da Agência Brasil. Em nota, o MTE voltou a criticar o saque-aniversário e afirmou que a modalidade impõe uma restrição ao acesso ao FGTS em caso de demissão, o que, segundo a pasta, prejudica o trabalhador no momento de maior necessidade.Os valores serão depositados automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo FGTS. Quem não informou dados bancários poderá sacar o dinheiro em terminais de autoatendimento da Caixa, casas lotéricas ou unidades do Caixa Aqui.
Aneel mantém bandeira verde na conta de luz em fevereiro
Melhora no nível dos reservatórios dispensa custo adicional na tarifa.
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária verde no mês de fevereiro. Com isso, os consumidores não terão cobrança adicional na conta de luz. Segundo a agência reguladora, o cenário hidrológico melhorou nas últimas semanas de janeiro, com recuperação dos níveis dos reservatórios nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do país. A condição favorável afasta a necessidade de acionar usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.De acordo com a Aneel, a definição da bandeira tarifária para o mês de março será divulgada no dia 27 de fevereiro. Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica, por meio de cores, o custo da geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). A bandeira verde não prevê acréscimos na tarifa. Já as bandeiras amarela e vermelha sinalizam custos mais altos e geram cobranças extras a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.Atualmente, a bandeira amarela acrescenta R$ 1,88 a cada 100 kWh. Na bandeira vermelha patamar 1, o valor extra é de R$ 4,46, enquanto no patamar 2 o acréscimo chega a R$ 7,87 por 100 kWh consumidos. A Aneel revisa mensalmente as condições de geração de energia, com base em estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que avalia a demanda e os custos para garantir o abastecimento no país.
Isenção do IR beneficia quem ganha até R$ 5 mil; regra passa a valer apartir deste mês
Nova regra isenta salários de até R$ 5 mil e reduz imposto para rendas maiores.
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Foto: Reprodução
Os efeitos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começaram a aparecer nesta semana no contracheque de trabalhadores que recebem até R$ 5 mil brutos por mês. Com a mudança, essa faixa de renda passa a ter isenção total do imposto. Quem ganha até R$ 7.350 também será beneficiado, com redução gradual do valor retido na fonte. As alterações valem para salários pagos a partir de janeiro, com impacto nos contracheques de fevereiro.Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de pessoas devem ser beneficiadas pela medida em todo o país. Com a nova regra, ficam isentos do IRPF trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil. A isenção também se aplica ao pagamento do décimo terceiro salário.Para rendimentos acima de R$ 7.350, segue valendo a tabela progressiva atual, com alíquotas que podem chegar a 27,5%. O governo avalia que a mudança amplia a renda disponível das famílias e ajuda a aliviar o orçamento doméstico, especialmente diante do aumento dos custos com despesas básicas como moradia, energia e alimentação.
Novo salário mínimo começa a ser pago nesta semana
Valor de R$ 1.621 será pago a trabalhadores formais e beneficiários do INSS.
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A partir da desta semana, trabalhadores, aposentados e pensionistas de todo o Brasil passam a receber o salário mínimo reajustado. O novo piso nacional foi fixado em R$ 1.621 e será aplicado tanto nos salários de trabalhadores com carteira assinada quanto nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O reajuste também serve de referência para diversos programas sociais do governo federal. Segundo o Executivo, o objetivo é recompor parte do poder de compra da população, afetado pela inflação acumulada, além de estimular o consumo e movimentar a economia, especialmente nos setores de comércio e serviços.Para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios vinculados ao salário mínimo, os pagamentos seguirão o calendário oficial do INSS, de forma escalonada, conforme o número final do benefício. Já os trabalhadores formais terão o novo valor incorporado de acordo com o cronograma da folha salarial de cada empresa. Economistas destacam que o aumento do salário mínimo tem impacto direto na renda das famílias de menor poder aquisitivo e pode contribuir para a melhoria das condições de vida. Por outro lado, o reajuste eleva os gastos públicos, principalmente com previdência e benefícios assistenciais.A expectativa é de que o novo valor traga alívio financeiro para milhões de brasileiros, em um cenário de alta nos preços de itens essenciais como alimentação, transporte e energia.
INSS fecha agências de quarta a sexta-feira desta semana
Atendimento presencial será interrompido de 28 a 30 de janeiro e sistemas digitais ficarão fora do ar até o dia 31.
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As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o Brasil estarão fechadas de quarta-feira (28) até sexta-feira (30) para atendimento presencial. A suspensão ocorre por causa de melhorias programadas nos sistemas da Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social.Até o dia 27, os canais remotos seguem funcionando normalmente. Estão disponíveis mais de 100 serviços por meio do Meu INSS, no site e aplicativo, além da Central Telefônica 135.O INSS alerta, no entanto, que a partir das 19h do dia 27 até o dia 31 de janeiro, tanto o Meu INSS quanto a central 135 ficarão totalmente indisponíveis. Durante esse período, não será possível acessar serviços digitais nem realizar atendimentos por telefone.Segundo o instituto, a paralisação é necessária para modernizar os sistemas, garantindo maior estabilidade, segurança e eficiência no atendimento aos segurados.Para minimizar os impactos, o INSS realizou atendimentos extras no último fim de semana, antecipando agendamentos e reduzindo a demanda durante o período de suspensão. O órgão informou ainda que garantiu o reencaixe para os beneficiários que optaram por atendimento presencial em dias úteis após a normalização dos serviços.
Receita desmente imposto sobre transferências via Pix
Órgão afirma que não existe imposto sobre o Pix e que mensagens nas redes sociais têm caráter alarmista e enganoso.
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Foto: Marcello Casal jr | Agência Brasil
A Receita Federal voltou a desmentir, nesta quarta-feira (14), informações falsas que circulam nas redes sociais sobre um suposto monitoramento de transações via Pix para fins de cobrança de impostos. Em nota oficial, o órgão reforçou que não existe tributação sobre o Pix e que qualquer tipo de fiscalização com esse objetivo é proibida pela Constituição Federal. Segundo o Fisco, são completamente inverídicas as mensagens que falam em “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências”. O órgão explica que o Pix é apenas um meio de pagamento, assim como o dinheiro em espécie, o cartão de débito ou de crédito, e que sua utilização não gera, por si só, qualquer obrigação tributária.Os boatos utilizam de forma distorcida a Instrução Normativa nº 2.278, publicada em agosto do ano passado, sugerindo que a regra permitiria o rastreamento de transações individuais de cidadãos. A Receita esclarece que a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já exigidas dos bancos tradicionais, dentro das políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e à ocultação de bens. De acordo com o órgão, não há acesso a valores específicos de transações, nem à origem, destino ou natureza dos gastos realizados pelos usuários do sistema de pagamentos instantâneos. As informações são tratadas de forma agregada e institucional, sem individualização.As notícias falsas voltaram a ganhar força nas últimas horas após a divulgação de vídeos pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), nos quais ele afirma que o governo retomaria o monitoramento do Pix. Há cerca de duas semanas, a Receita já havia publicado outro alerta rebatendo boatos semelhantes. Em nota, o Fisco afirmou que esse tipo de conteúdo tem como objetivo induzir a população ao erro, provocar insegurança financeira e comprometer a credibilidade de um dos principais meios de pagamento do país. O órgão também alertou que a disseminação dessas mensagens favorece interesses do crime organizado e de grupos que lucram com a monetização e o engajamento gerado por informações falsas nas redes sociais.
Gás de cozinha tem reajuste médio de R$ 5 na Bahia
Alta é puxada por aumento do ICMS, reajuste na refinaria e custos operacionais do setor.
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Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O preço do botijão de gás de 13 quilos deve registrar um aumento médio de cerca de R$ 5 em toda a Bahia. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado (Sinrevgas), Robério Souza. Segundo a entidade, o reajuste resulta da combinação de fatores tributários, elevação nos custos de suprimento e despesas operacionais. Um dos principais impactos é o aumento do ICMS incidente sobre o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). A mudança foi definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), ligado ao Ministério da Fazenda, que reajustou a alíquota de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo. Na prática, o acréscimo é de R$ 1,04 por botijão. Outro fator apontado pelo Sinrevgas é a atualização no preço do gás fornecido pela Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe. De acordo com o sindicato, houve aumento de R$ 1,00 no valor praticado pela refinaria, além de um repasse adicional de R$ 0,40 por parte das distribuidoras. Juntos, esses ajustes representam um custo extra de R$ 1,40 para os revendedores. Somados, os aumentos já chegam a R$ 2,44 e ainda incorporam o impacto do reajuste salarial dos trabalhadores do setor, o que eleva o efeito final ao consumidor para cerca de R$ 5. Nesta quarta-feira, o botijão de 13 kg era comercializado entre R$ 130 e R$ 165, a depender do ponto de venda e da região. Desde ontem (1º), entrou em vigor o novo salário mínimo nacional, que passa de R$ 1.518 para R$ 1.621, conforme publicação no Diário Oficial da União.
Novo salário-mínimo de R$1.621 entra em vigor em janeiro de 2026
Reajuste de 6,8% foi publicado no Diário Oficial e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia.
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Foto: Reprodução
O salário-mínimo no Brasil será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O novo valor foi oficializado nesta quarta-feira (24), com a publicação do reajuste pelo governo federal no Diário Oficial da União (DOU). O aumento representa uma correção de 6,8% em relação ao piso atual, o equivalente a pouco mais de R$ 100. O percentual ficou acima da última estimativa de inflação divulgada pelo Banco Central para este ano, de 4,33%.O salário-mínimo corresponde à menor remuneração que pode ser paga a um trabalhador formal no país. Pela Constituição Federal, o valor deve ser suficiente para atender às necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família, como moradia, alimentação, saúde, lazer, higiene e transporte. Apesar do reajuste, estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o valor necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.067,18, mais de quatro vezes o novo piso nacional previsto para 2026.Segundo o Dieese, cerca de 62 milhões de brasileiros têm rendimentos atrelados ao salário-mínimo. A elevação para R$ 1.621 deve injetar aproximadamente R$ 81,7 bilhões na economia brasileira.
























