Pesquisa Quaest aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo
Levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril
Por: Redação Sudoeste Bahia
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A primeira pesquisa Quaest do ano sobre a disputa pelo governo da Bahia, divulgada nesta quarta-feira (29), mostra ACM Neto (União Brasil) com 41% das intenções de voto e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) com 37%. Pela margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados. Segundo o levantamento, Ronaldo Mansur (PSOL) aparece com 1%. Brancos e nulos somam 10%, e 11% dos entrevistados não souberam responder. Em um segundo cenário testado pelo instituto, que inclui José Estevão (DC), ACM Neto mantém 41%, enquanto Jerônimo registra 36%. Mansur tem 1%, e Estevão não pontuou. Brancos e nulos são 8%, e indecisos chegam a 14%. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, ACM Neto e Jerônimo aparecem com 13% cada. Os demais pré-candidatos não pontuaram. Os indecisos representam 73%. O instituto também simulou um eventual segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues. Nesse cenário, o ex-prefeito de Salvador tem 41%, e o atual governador aparece com 38%. Brancos e nulos somam 9%, e indecisos são 12%. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 23 e 27 de abril, tem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi encomendado pelo Banco Genial e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-03657/2026.
Prefeitura de Guanambi desmente ACM Neto após vídeo sobre hospital
Ex-prefeito afirmou que obra foi prometida por Jerônimo, mas unidade já funciona há quase 30 anos.
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Foto: Reprodução | Redes Sociais ACM Neto
Uma publicação feita pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto repercutiu nesta segunda-feira (27) após apresentar uma informação incorreta sobre a rede de saúde de Guanambi, no sudoeste da Bahia. No vídeo divulgado em suas redes sociais, o político afirma que o governador Jerônimo Rodrigues teria prometido construir o Hospital Geral de Guanambi. A Prefeitura de Guanambi contestou a declaração e informou que o Hospital Geral de Guanambi (HGG) já existe e foi inaugurado em 27 de julho de 1998, sendo referência regional há quase três décadas. Segundo a administração municipal, a unidade passou por ampliações recentes, com novos leitos, maternidade ampliada, setores de imagem e neurocirurgia modernizados. A gestão também esclareceu que o único equipamento hospitalar atualmente em construção na cidade é o Hospital Municipal de Guanambi, obra que, de acordo com o município, está em fase avançada e é financiada por emenda parlamentar, convênio com a Caixa Econômica Federal e recursos próprios, sem participação do governo estadual. Em nota publicada nas redes sociais, a prefeitura reforçou que a informação divulgada no vídeo não corresponde à realidade e afirmou estar à disposição para prestar esclarecimentos. A administração municipal reiterou que “não se pode prometer o que já existe” e destacou que o HGG atende Guanambi e toda a região há décadas.
Prefeito de LEM, Júnior Marabá reforça apoio à candidatura de ACM Neto
Gestor de Luís Eduardo Magalhães anuncia adesão à pré-campanha; ato reuniu lideranças políticas
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O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), declarou apoio, nesta sexta-feira (24), à pré-campanha de ACM Neto ao governo da Bahia. O anúncio foi feito durante encontro com lideranças políticas e divulgado nas redes sociais. Ao confirmar a adesão, Marabá afirmou que a decisão está alinhada ao “desejo de mudança” no estado.ACM Neto agradeceu o apoio e destacou a importância política do prefeito, que administra um dos principais municípios do oeste baiano. Segundo ele, a adesão fortalece o projeto eleitoral. O evento contou com a presença de outras lideranças, entre elas o senador Angelo Coronel (Republicanos), o ex-ministro João Roma (PL), o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), além de deputados e pré-candidatos.Luís Eduardo Magalhães é um dos principais polos agrícolas da Bahia, com cerca de 116 mil habitantes, segundo o IBGE. O município tem o quinto maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado. De acordo com dados da prefeitura, a cidade registrou crescimento econômico expressivo nas últimas duas décadas, com expansão no número de empresas e aumento do PIB.Júnior Marabá está no segundo mandato como prefeito. Ele foi eleito em 2020 e reeleito em 2024, com votação recorde no município.
ACM Neto se solidariza com prefeita de Livramento após ataque a tiros na BA-152
ACM Neto afirmou que é fundamental a apuração do caso e a responsabilização dos envolvidos.
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O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, manifestou solidariedade à prefeita de Livramento de Nossa Senhora, Joanina Sampaio, após um ataque a tiros contra o veículo da gestora na tarde desta terça-feira (21). O atentado ocorreu em um trecho da BA-152, entre o município e o distrito de Itanagé. Apesar dos disparos, ninguém que estava no carro ficou ferido.A Polícia Civil da Bahia informou que instaurou inquérito para investigar a autoria e a motivação do crime. Em publicação nas redes sociais, ACM Neto afirmou que é fundamental a apuração do caso e a responsabilização dos envolvidos. A manifestação se soma a outras notas de repúdio divulgadas por lideranças políticas no estado.O episódio reforça a preocupação com a segurança de agentes públicos e deve ser investigado pelas autoridades. Confira a fala de ACM Neto: Manifesto minha solidariedade à prefeita Joanina Sampaio diante do grave ataque sofrido hoje. Felizmente, ela e equipe não ficaram feridos. É fundamental que seja investigado e os responsáveis, identificados e punidos. Toda violência precisa ser repudiada com firmeza.
Grupo político de Caetité se reúne com ACM Neto e reforça apoio ao União Brasil
Encontro ocorreu na sede do União Brasil e reuniu lideranças locais e o deputado estadual Luciano Ribeiro
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Foto: Reprodução - redes sociais Éder David
Uma comitiva política de Caetité se reuniu, nesta segunda-feira (13), com o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, na sede do União Brasil, em Salvador. Participaram do encontro a enfermeira Fabiane Públio, os ex-vereadores Zé Adolfo, Maria da Serragem, Dé Axé e Jorginho Ladeia, o vereador Rodrigo Gondim, acompanhado da esposa, além do ex-candidato a prefeito de Caetité e advogado Éder David, com Magda David. Também integrou a agenda o deputado estadual e ex-prefeito de Caculé, Luciano Ribeiro.Segundo uma fonte ligada ao grupo, a visita teve como objetivo manifestar apoio a ACM Neto, que articula uma possível candidatura ao governo da Bahia, e fortalecer o grupo político em Caetité com foco nas próximas eleições. Durante o encontro, foram discutidos cenários políticos e estratégias para o município e a região. Em declaração, Éder David afirmou que a reunião foi um momento de “conversa franca e alinhamento” sobre os caminhos políticos e destacou a importância do diálogo e da união para o desenvolvimento local.Já Fabiane Públio manifestou apoio público a ACM Neto, ressaltando expectativas em relação a um projeto político voltado ao estado da Bahia e defendendo a construção de propostas com base no diálogo e na escuta da população. O encontro ocorre em meio às movimentações políticas antecipadas no interior do estado, com lideranças locais buscando articulações visando os próximos ciclos eleitorais.
Após janela partidária, tempo de TV define força das chapas na Bahia; Neto tem mais tempo de propaganda
Levantamento aponta vantagem da oposição em minutos de propaganda no rádio e na TV
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Foto: Reprodução
Com o fim da janela partidária, período que permite a troca de partidos sem perda de mandato, a disputa eleitoral na Bahia entra em uma fase marcada pela definição do tempo de propaganda no rádio e na televisão. Levantamento preliminar indica que três chapas devem concentrar a maior parte da exposição: a liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), a do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e a encabeçada por Ronaldo Mansur (PSOL).Na disputa pelo governo, ACM Neto aparece com o maior tempo de propaganda, somando 4 minutos e 57 segundos por bloco. Em seguida, está Jerônimo Rodrigues, com 3 minutos e 31 segundos. A chapa do PSOL/Rede terá 31 segundos. Além dos blocos fixos, os candidatos também contam com inserções ao longo da programação. Nesse formato, a coligação de ACM Neto lidera com 38 inserções diárias, seguida pela de Jerônimo, com 27, e pela federação PSOL/Rede, com 4.Na corrida pelo Senado, a ordem se mantém, com vantagem para a chapa ligada a ACM Neto, seguida pelo grupo governista. A federação PSOL/Rede terá menor tempo de exposição. A divisão do tempo de propaganda segue critérios da legislação eleitoral, que combinam distribuição igualitária e proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.Os programas em bloco serão exibidos em dias e horários definidos pela Justiça Eleitoral, enquanto inserções de 30 e 60 segundos serão distribuídas ao longo da programação diária. Com isso, o tempo de exposição passa a ser um dos principais ativos na disputa eleitoral no estado.
Federação entra na Justiça contra ACM Neto por propaganda antecipada
Ação pede retirada de conteúdos das redes sociais e aplicação de multas por supostas irregularidades eleitorais
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A Federação Brasil da Esperança acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia contra a chapa liderada por ACM Neto por suposta propaganda eleitoral antecipada e irregular na disputa pelo governo da Bahia.A ação cita ainda o prefeito de Jequié, Zé Cocá, o ex-ministro João Roma, o senador Angelo Coronel e o prefeito de Salvador, Bruno Reis.Segundo a petição, o evento realizado na segunda-feira (30), em Feira de Santana, teve características de comício, com estrutura de campanha, telões externos e participação de artistas. A federação classifica o ato como uma “convenção antecipada”, o que seria vedado pela legislação eleitoral neste período.O documento também aponta que o encontro foi transmitido ao vivo nas redes sociais, com trechos de discursos que, segundo os autores da ação, incluem pedidos explícitos de voto e uso de jingles com mensagens eleitorais.Além disso, a representação acusa os envolvidos de propaganda negativa antecipada contra o governador Jerônimo Rodrigues e o Partido dos Trabalhadores, com declarações consideradas ofensivas e inverídicas.Os advogados pedem decisão liminar para retirada imediata de vídeos e postagens do evento em plataformas como Instagram, YouTube e X. Também solicitam multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, além da aplicação de penalidades por propaganda antecipada.O caso será analisado pela Justiça Eleitoral.
Mesmo com Zé Cocá, o PT sempre venceu em Jequié
Mesmo com sua expressiva votação local, o fato é que o PT e seus aliados mantêm uma invencibilidade histórica em todos os 20 municípios da região.
Por: Yuri Almeida
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Foto: Yuri Almeida | Arquivo pessoal
No xadrez político da Bahia, o Vale do Jiquiriçá consolidou-se como uma das peças mais resilientes do tabuleiro governista. Enquanto a oposição tenta personificar em Zé Cocá uma ameaça à hegemonia petista, os dados revelam uma realidade distinta: o que existe é um "cinturão governista" que não apenas resiste, mas isola o prefeito de Jequié (que pertence ao Médio Rio de Contas) em um enclave geográfico e político. Mesmo com sua expressiva votação local, o fato é que o PT e seus aliados mantêm uma invencibilidade histórica em todos os 20 municípios da região. A força de Zé Cocá, embora robusta em Jequié — onde saltou de 38,29% em 2020 para 91,97% em 2024 —, carece de capilaridade regional. Ao analisarmos o mapa do Vale, (afinal, Zé Cocá iniciou sua vida política como prefeito de Lafaiete Coutinho) Jequié aparece como um ponto fora da curva em um oceano de domínio governista. O isolamento de Cocá é acentuado pelo cerco estratégico de Jerônimo Rodrigues, que já garantiu o apoio de 14 das 20 prefeituras da região e deixa o projeto da oposição restrito a Jequié e pequenos satélites como Lafaiete Coutinho e Itiruçu. O segredo da "blindagem" do Vale reside no fenômeno do lulismo. Lula não é apenas um nome na cédula; é um traço cultural consolidado na região. Com uma média de votação superior a 76% e picos de 84,62% (Santa Inês) e 84,40% (Cravolândia), Lula funciona como um motor de alta tração que puxa as candidaturas de Jerônimo, Wagner e Rui Costa. Essa fidelidade inabalável cria uma correlação de votos forte (0,76). A série histórica (2002-2022) mostra que, mesmo quando o cenário nacional foi adverso, o eleitor do Vale nunca flertou com a oposição majoritária. Para Zé Cocá e ACM Neto, o desafio não é apenas vencer o PT, mas vencer a conexão emocional e histórica que o povo do Jiquiriçá mantém com o projeto federal e estadual de Lula. Os dados de 2024 confirmam que a base governista não sofreu erosão. A vitória de prefeitos aliados em dois terços da região (PT, PSD, Avante e PSB) assegura o controle das máquinas municipais e a capilaridade direta em cada distrito. A correlação é cirúrgica: Desempenho dos prefeitos da base (2024): média de 65%. Desempenho de Jerônimo (2022): média de 65,9%. Essa estabilidade demonstra que o capital político está preservado. Enquanto a oposição celebra números isolados em Jequié, o governo Jerônimo opera uma estrutura homogênea que cobre a vasta maioria do território. Com o controle de 14 prefeituras estratégicas, incluindo o contrapeso de Jaguaquara (onde o PT venceu com 66,7%), o governo estadual bloqueia as rotas de expansão da oposição. Zé Cocá é um líder forte em uma cidade forte, mas sua influência termina onde começa o cinturão de prefeitos aliados a Jerônimo. O cenário para 2026 no Vale do Jiquiriçá é de uma blindagem profunda com a vitória provável de Jerônimo em todos os 20 municípios, feito já realizado na eleição anterior. Vale lembrar que, mesmo com Zé Cocá prefeito, em 2022, Jerônimo venceu ACM Neto em Jequié, com 51,41%. A oposição entra na disputa tentando transformar uma "onda localizada" em Jequié em uma maré regional, mas os dados mostram que o mar continua sendo do PT. Com Lula como o grande eleitor e uma rede de prefeitos resilientes, o governo entra na próxima disputa com o Vale do Jiquiriçá como um território de vitória muito provável, deixando Zé Cocá isolado na tarefa hercúlea de tentar furar uma das bases mais sólidas do petismo na Bahia.
*Yuri Almeida é professor, estrategista político e especialista em campanhas eleitorais.
José Ronaldo afirma que foi convidado para ser vice de Jerônimo e ACM Neto
Prefeito de Feira de Santana afirma que recebeu convites de aliados dos dois grupos políticos, mas garante que pretende permanecer no cargo.
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O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), afirmou que recebeu convites para disputar o cargo de vice-governador da Bahia em duas possíveis chapas para as próximas eleições estaduais.Segundo ele, os convites partiram de interlocutores ligados ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).A declaração foi feita nesta quarta-feira (11), durante entrevista ao jornalista Dilton Coutinho, no programa Acorda Cidade.“Ser convidado com tanta atenção e respeito para disputar uma vaga de vice-governador é algo que me deixa honrado, me deixa feliz”, afirmou o prefeito.Durante a entrevista, José Ronaldo não revelou quem foram os articuladores responsáveis pelos convites. Segundo ele, as conversas ocorreram dentro do ambiente político comum e fazem parte do processo natural de articulação.“Ser convidado por pessoas respeitadas na Bahia ou no país é algo positivo. Você se sente feliz e agradecido por esse momento”, declarou.Apesar das sondagens, o prefeito afirmou que não pretende deixar o cargo para disputar outra função nas próximas eleições.“É uma decisão que precisa ser bem analisada, mas, no momento, não tenho intenção de deixar a prefeitura”, disse.Encontro com Geddel:José Ronaldo também comentou um encontro ocorrido em janeiro com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB).Segundo ele, a reunião não teve como foco a formação de chapas eleitorais, mas sim uma conversa sobre o cenário político da Bahia.Ronaldo relatou que Geddel chegou a mencionar a possibilidade de filiação ao MDB, mas afirmou que o convite foi feito de forma informal, como costuma ocorrer nas articulações partidárias.“O partido está às suas ordens, ele disse. Mas isso é algo normal na política. Já teve dirigente que chegou até a me oferecer presidência de partido, mas eu não tenho essa vontade”, concluiu.
Analista político questiona metodologia de pesquisa eleitoral na Bahia
Levantamento indica liderança de ACM Neto na disputa pelo governo baiano, mas analista aponta falhas metodológicas e questiona aplicação das entrevistas.
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Foto: Yuri Almeida | Arquivo pessoal
A pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto Séculus Análise e Pesquisa sobre a disputa pelo governo da Bahia em 2026 passou a ser alvo de questionamentos no meio político. O analista político Yuri Almeida criticou a metodologia do levantamento e apontou possíveis inconsistências na coleta e na divulgação dos dados. Segundo o estudo, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) aparece na liderança da corrida ao Palácio de Ondina, com 48,28% das intenções de voto. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) surge em segundo lugar, com 31,15%.O cenário estimulado inclui ainda José Carlos Aleluia (Novo), com 0,65%, e Ronaldo Mansur (PSOL), com 0,52%. Outros 9,93% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não opinar, enquanto 9,47% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados. O levantamento ouviu 1.535 pessoas em 72 municípios baianos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BA-09740/2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.Críticas à metodologia: Ao comentar os dados, Yuri Almeida afirmou que tem dificuldade em analisar pesquisas de institutos que apresentam histórico de erros em levantamentos eleitorais.Segundo ele, um dos pontos que geram dúvida é o tempo de aplicação das entrevistas. De acordo com o analista, o levantamento teria sido realizado em um intervalo curto, o que levanta questionamentos sobre a execução do trabalho de campo.“Como é que eles aplicaram, em 24 horas, mais de 1.200 questionários em mais de 70 cidades baianas, ainda por cima embaixo de chuva? Estou muito curioso para saber como isso foi feito”, afirmou. Outro ponto criticado diz respeito ao material utilizado durante a apresentação dos candidatos aos entrevistados.Para Almeida, a legislação eleitoral exige que os chamados “discos” — material com os nomes dos candidatos exibido aos eleitores — tenham proporção equilibrada, sem destaque visual que possa influenciar a resposta. “Quando há distorção na proporção dos nomes, isso pode influenciar diretamente a escolha do entrevistado”, disse.Falta de cenários eleitorais: O analista também questionou a ausência de simulações consideradas relevantes para avaliar a disputa eleitoral, como cenários de segundo turno entre os principais candidatos.“A pesquisa não crava primeiro turno para ninguém, mas também não testa o confronto direto entre Jerônimo e ACM Neto. Não apresenta cenário de segundo turno. Como é que isso é possível?”, questionou. Ele também apontou divergência entre os resultados apresentados e o histórico eleitoral do estado.“Historicamente, na Bahia, o governador costuma eleger também os senadores e puxar a votação do candidato a presidente. A pesquisa aponta uma votação muito forte para Lula e para os senadores ligados ao governo, mas ao mesmo tempo coloca o governador atrás. É um cenário que causa estranhamento”, avaliou. Possível contestação:Em declaração ao portal Notícias da Bahia, Yuri Almeida afirmou que o instituto responsável pelo levantamento deverá apresentar a documentação completa da pesquisa para análise. Segundo ele, a empresa tem prazo para encaminhar ao sistema oficial todos os dados detalhados do levantamento, incluindo o registro de cada entrevista realizada.Caso sejam identificadas inconsistências entre o plano amostral, os resultados divulgados e os dados do trabalho de campo, o levantamento poderá ser contestado na Justiça Eleitoral.
Zé Cocá surge como favorito para vice na chapa de ACM Neto em 2026
Prefeito de Jequié cresce nas articulações da oposição; chapa ainda discute vice-governadoria e segunda vaga ao Senado.
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Com a aproximação das eleições de 2026, a oposição ao governo da Bahia intensifica as articulações para a disputa ao Palácio de Ondina. O grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) já tem uma definição considerada praticamente certa: a candidatura do ex-ministro João Roma (PL) para uma das vagas ao Senado. Com isso, permanecem abertas duas posições estratégicas na chapa: a vaga de vice-governador e a segunda candidatura ao Senado.Nos bastidores, diferentes nomes têm sido citados para compor a vice de ACM Neto. Entre eles aparecem o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), e o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP). Nas últimas semanas, porém, o nome de Zé Cocá ganhou força dentro do grupo oposicionista. Interlocutores ligados à pré-campanha avaliam que a presença de uma liderança com forte base no interior pode ser decisiva para ampliar o alcance eleitoral da chapa em 2026.Aliados de ACM Neto consideram que a ausência de um nome com forte influência regional foi um dos pontos analisados após a derrota eleitoral de 2022, quando o ex-prefeito acabou superado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). O avanço do nome de Cocá também ocorre em meio a sinais de que José Ronaldo pretende permanecer à frente da prefeitura de Feira de Santana até o fim do mandato, o que reduziria as chances de renúncia para disputar a vice-governadoria.Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos em Jequié, Zé Cocá passou a ser visto como um dos principais ativos políticos do interior baiano dentro do campo oposicionista. Segundo fontes ouvidas pelo Bahia Notícias, o diálogo entre ACM Neto e o prefeito segue em andamento, embora ainda não exista definição oficial sobre a composição da chapa.O próprio Cocá tem condicionado qualquer avanço nas tratativas à formalização de compromissos relacionados a obras estruturantes para Jequié e municípios do Médio Rio de Contas. Entre as prioridades citadas está a construção de um aeroporto regional, considerado estratégico para o desenvolvimento da região. Paralelamente às negociações para a vice, outro tema que movimenta os bastidores envolve o futuro político do senador Angelo Coronel (PSD). O parlamentar avalia deixar a legenda e se aproximar do grupo oposicionista ao governador Jerônimo Rodrigues.Apesar das especulações, o eventual destino partidário de Coronel ainda não foi definido e segue em discussão nas articulações políticas para 2026.
Avante aciona TRE-BA e tenta barrar divulgação de pesquisa eleitoral da Séculus
Legenda alega irregularidades no registro BA-09740/2026 e sustenta que formato do questionário pode influenciar eleitor.
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O Avante acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia pedindo a suspensão imediata da pesquisa registrada sob o nº BA-09740/2026, realizada pela Séculus Consultoria e Assessoria. Na representação, o partido aponta o que classifica como irregularidades metodológicas, estatísticas e financeiras e solicita a concessão de liminar para impedir a divulgação do levantamento.Segundo o Avante, a pesquisa não detalha quais municípios e bairros foram incluídos, nem a quantidade de entrevistados por localidade. A legenda afirma que a ausência dessas informações compromete o plano amostral exigido por resolução do Tribunal Superior Eleitoral e pode abrir margem para direcionamento de resultados. O partido também questiona o questionário aplicado e a forma de apresentação dos nomes dos pré-candidatos. De acordo com a ação, haveria diferença de proporção gráfica no disco exibido aos entrevistados, com destaque para ACM Neto (União Brasil) em relação a Jerônimo Rodrigues (PT), o que, na avaliação da legenda, poderia influenciar a escolha do eleitor.A representação menciona ainda que, nas eleições de 2022, o Instituto Séculus divulgou levantamentos que apontavam vantagem de ACM Neto sobre Jerônimo, resultado que não se confirmou nas urnas. Até o momento, não há decisão do TRE-BA sobre o pedido de suspensão.
ACM Neto confirma negociação com João Santana, mas diz que não há contrato
Pré-candidato ao governo da Bahia afirma que tratativas estão em curso e que eventual acordo será anunciado após formalização.
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O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), confirmou que está em conversas com o marqueteiro João Santana para integrar sua campanha nas eleições de outubro. Segundo ele, ainda não há contrato assinado. A declaração foi feita na noite de segunda-feira (2), durante entrevista a podcast. “Não, nós não temos contrato. É verdade que nós estamos conversando”, afirmou.Ex-prefeito de Salvador, Neto elogiou o histórico do publicitário, que atuou em campanhas presidenciais vitoriosas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele disse que há interesse mútuo, mas que o acordo depende de ajustes finais, envolvendo conteúdo da negociação e forma de contratação. “Só posso anunciar alguma coisa depois que estiver realmente fechado”, declarou.A possível consolidação da parceria tem gerado apreensão entre integrantes do PT na Bahia, segundo bastidores políticos. Neto afirmou ainda que não negará as tratativas e que as conversas já vinham ocorrendo antes de serem divulgadas pela imprensa.
Jerônimo abre vantagem sobre ACM Neto, diz pesquisa
Pesquisa registrada no TRE aponta vantagem nos cenários avaliados
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O governador Jerônimo Rodrigues aparece na liderança da disputa pelo Governo da Bahia, segundo levantamento encomendado ao Instituto TML e registrado na Tribunal Regional Eleitoral da Bahia sob o número BA-07735/2026. No primeiro cenário estimulado, com múltiplos nomes apresentados aos entrevistados, Jerônimo soma 52,51% das intenções de voto. ACM Neto registra 35,65%. José Carlos Aleluia aparece com 1,03%, e Ronaldo Mansur com 0,93%. Brancos e nulos totalizam 0,93%, enquanto 8,95% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. Nesse cenário, o atual governador ultrapassa a metade dos votos válidos.Em um segundo cenário estimulado, considerando apenas dois postulantes, Jerônimo Rodrigues atinge 54,24%, contra 37,70% de ACM Neto. Brancos e nulos somam 0,73%, e 7,33% não souberam ou não responderam. Na modalidade espontânea, quando não são apresentados nomes previamente, Jerônimo registra 22,54% das menções, seguido por ACM Neto, com 15,94%. João Roma aparece com 2,10%, e Rui Costa com 2,05%, embora estes dois últimos não figurem como pré-candidatos ao governo estadual.O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 21 de fevereiro, com nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em aproximadamente 2,17 pontos percentuais.
Zé Ronaldo e Zé Cocá ganham força na oposição para vice na chapa de ACM Neto
Zé Ronaldo e Zé Cocá despontam como favoritos; Sheila Lemos entra no radar
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A definição do candidato a vice na chapa encabeçada por ACM Neto (União) ao governo da Bahia segue em aberto. Nos bastidores, dois nomes aparecem como favoritos: os prefeitos José Ronaldo (União), de Feira de Santana, e Zé Cocá (PP), de Jequié.Aliados avaliam que Zé Ronaldo “só não será vice se não quiser”. O entrave seria o impacto político de uma eventual saída da prefeitura de Feira para disputar a eleição. Uma pesquisa interna deve medir os efeitos eleitorais da decisão na cidade, segundo lideranças do grupo.Ronaldo já deixou o cargo em 2018 para concorrer ao governo, após ser reeleito em 2016. Nesta segunda-feira (23), afirmou que tem posição definida, mas que falará “mais na frente” sobre o tema.Com isso, Zé Cocá ganha força como alternativa. Aliados destacam o peso eleitoral no interior e a alta aprovação do prefeito em Jequié. O movimento também teria efeito simbólico, já que o gestor é visto como aliado do governador Jerônimo Rodrigues (PT).O próprio Jerônimo afirmou que mantém diálogo institucional com prefeitos que não o apoiaram na última eleição, citando Ronaldo e Cocá, e negou que investimentos do Estado estejam condicionados a alinhamentos políticos.Nos últimos dias, outro nome entrou no debate: o da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União). O prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou que ela é “excelente opção” para a vice.Também são citados o ex-prefeito de Belo Campo, Quinho (PSD), o ex-prefeito de Barreiras Zito (União) e um nome do Republicanos, mas, até o momento, sem o mesmo peso nas articulações.
ACM diz que ‘300 prefeitos não mudam nada’ e irrita prefeitos baianos
Ex-prefeito diz que apoio de 300 gestores “não muda nada” e gera reação no interior da Bahia
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Uma declaração do ex-prefeito de Salvador ACM Neto provocou forte reação entre prefeitos baianos nesta quarta-feira (18). Ao comentar o apoio de cerca de 90% dos gestores municipais ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), Neto afirmou que o respaldo de lideranças locais não define o resultado da eleição. “Com todo o respeito aos prefeitos, quem resolve a eleição é o povo. (...) Essa coisa de ter 300 prefeitos muda nada, representa nada”, declarou.A fala foi interpretada por parte dos gestores como sinal de desprestígio. Prefeitos aliados e outros que ainda mantêm diálogo com o grupo do ex-prefeito avaliaram, reservadamente, que ele errou o tom ao minimizar o peso político das lideranças municipais. Nos bastidores, a leitura é que a declaração pode dificultar a construção de alianças para 2026. Em um estado com forte influência do interior nas disputas majoritárias, prefeitos costumam atuar na organização de palanques, mobilização de bases e articulação regional.O comentário ampliou o ruído dentro do campo oposicionista e reforçou a tensão na corrida pelo governo da Bahia.
Prefeita de Conquista avalia deixar cargo para ser vice de ACM Neto
Sheila Lemos diz que pode deixar cargo até abril para integrar chapa da oposição na Bahia
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A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), afirmou pela primeira vez que considera deixar o cargo para disputar a eleição ao governo da Bahia neste ano. Se confirmar a decisão, terá de renunciar até o início de abril, seis meses antes do pleito marcado para 4 de outubro.A declaração foi feita nesta quarta-feira (18). Questionada sobre a possibilidade de integrar a chapa encabeçada por ACM Neto (União), a prefeita disse estar “preparada para qualquer missão”.Reeleita no primeiro turno com quase 60% dos votos, Lemos afirmou que, embora tenha sido escolhida para um mandato de quatro anos, pode assumir outro papel político. “Para ajudar a Bahia a se libertar do PT, estou preparada”, declarou.A fala representa uma mudança de postura. Até então, a prefeita evitava comentar publicamente a hipótese de deixar a administração municipal antes do fim do mandato.Em 2024, a candidatura de Lemos foi considerada irregular pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, mas ela foi absolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral e confirmada no cargo.Vitória da Conquista é o terceiro maior colégio eleitoral da Bahia, atrás de Salvador e Feira de Santana, o que amplia o peso político da eventual participação da prefeita na chapa de oposição.
ACM Neto diz que vice virá do interior da Bahia
Ex-prefeito afirma que escolha será feita após definição partidária de aliados.
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Foto: Fernando Duarte BN
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou neste domingo (15) que ainda não definiu o nome que irá compor sua chapa como candidato a vice-governador nas eleições de 2026.Em entrevista ao Bahia Notícias, Neto disse que o perfil do escolhido já está definido e que o vice deverá ter forte representatividade política no interior do estado. Segundo ele, a decisão deve ocorrer ao longo do mês de março.“Alguém ou do interior, ou com grande representatividade política no interior, com capacidade de articulação e respaldo das lideranças”, afirmou.O ex-prefeito negou que já tenha escolhido entre nomes especulados nos bastidores, como lideranças políticas de Vitória da Conquista, Barreiras e Juazeiro. Ele classificou as especulações como prematuras e disse que não houve definição oficial.Antes da escolha do vice, Neto afirmou que a prioridade é consolidar a filiação partidária do senador Angelo Coronel, que deixou a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e será candidato ao Senado no grupo oposicionista.Segundo Neto, a definição partidária de Coronel deve ocorrer até o fim do mês e será determinante para a composição da chapa majoritária.
ACM Neto quer candidato próprio em 2026 e diz preferir Caiado
Ex-prefeito afirma que cenário mudou desde 2022 e diz que definição sobre apoio será tomada “no momento adequado”.
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ACM Neto na abertura do Carnaval de Salvador - Foto: Reprodução
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (12) que a oposição pretende lançar candidato próprio à Presidência da República em 2026. A declaração foi dada durante a abertura do Carnaval de Salvador, no Campo Grande.Segundo ele, a estratégia adotada em 2022 foi a “única possível” naquele momento, mas o cenário político mudou. “Nós queremos sim ter um candidato a presidente da República, para o qual eu vou declarar apoio”, afirmou. Ele disse ainda que o palanque na Bahia poderá abrigar diferentes posicionamentos dentro da chapa, desde que haja coerência e definição clara de adversário.Apesar da sinalização, Neto evitou antecipar qualquer decisão. Afirmou que a posição será tomada no “momento adequado”, após a consolidação do cenário nacional.Ao comentar a movimentação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que se filiou ao PSD, Neto disse que tem preferência pelo nome do aliado, mas ponderou que a definição depende do partido.“Hoje não depende mais de mim, depende do PSD. A gente não sabe ainda como é que está esse jogo”, declarou.Sobre a pré-candidatura do ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo), Neto afirmou que a decisão cabe exclusivamente ao próprio aliado. Disse que mantém respeito e diálogo com o ex-parlamentar, mas que a eventual candidatura é uma escolha pessoal.Neto é pré-candidato ao Palácio de Ondina e deve intensificar as articulações políticas ao longo de 2026.
Em fórum, Ciro chama ACM Neto de opção de mudança
Político critica promessas do PT e elogia gestão em Salvador
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Foto: Reprodução
O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) reforçou, nesta quarta-feira (data), apoio ao pré-candidato ao governo da Bahia Antônio Carlos Magalhães Neto (União Brasil), durante a 3ª edição do Fórum S.O.S Bahia, promovido pela Fundação Índigo em parceria com o União Brasil.Em entrevista coletiva, Ciro afirmou que a Bahia precisa de mudança e classificou ACM Neto como uma alternativa segura. Segundo ele, o ex-prefeito de Salvador representa “uma experiência testada” e não um risco político.Ciro fez críticas diretas ao grupo que governa a Bahia há cerca de duas décadas, em referência às gestões do PT. Para o ex-ministro, o estado vive um cenário de “abuso de poder” e ausência de projeto estratégico. Ele afirmou que adversários internos se enfrentam politicamente, mas se unem para manter o controle do governo.Ao citar promessas históricas, Ciro apontou a Ponte Salvador-Itaparica como símbolo do que chamou de repetição de anúncios sem execução. Segundo ele, o projeto é prometido há décadas sem sair do papel.O pedetista também comentou o cenário nacional e elogiou a postura do presidente do PSD, Gilberto Kassab, na articulação de uma possível terceira via para a disputa presidencial. Para Ciro, há um eleitorado insatisfeito com a polarização entre Lula e seus adversários.“O país pode se beneficiar de uma alternativa fora desse confronto permanente”, afirmou. Segundo ele, a movimentação do PSD atende a um sentimento crescente de rejeição à polarização política no Brasil.
Como o desgaste de Bruno Reis fortalece Jerônimo e enfraquece ACM Neto
Maquiavel advertia que “não há nada mais difícil de empreender, nem de êxito mais duvidoso, do que a introdução de uma nova ordem de coisas”.
Por: Yuri Almeida
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Foto: Arquivo Pessoal
As pesquisas da AtlasIntel com a avaliação dos governadores e prefeitos das capitais brasileiras revelam um processo consistente de erosão do capital político do prefeito Bruno Reis, em Salvador, crescimento da avaliação positiva de Jerônimo Rodrigues, na Bahia, com implicações diretas para a campanha de ACM Neto nas eleições de 2026.
Na análise que fizemos no LabCaos destacamos um paradoxo: a avaliação do governador Jerônimo Rodrigues melhora na Bahia enquanto a gestão municipal de Salvador entra em desgaste, corroendo a imagem de eficiência que historicamente serviu de vitrine ao grupo de ACM Neto. Em termos maquiavelianos, trata-se de um príncipe local que perde o controle da fortuna (o contexto) ao mesmo tempo em que seu adversário amplia a virtù (capacidade de agir estrategicamente) no tabuleiro estadual.
Maquiavel advertia que “não há nada mais difícil de empreender, nem de êxito mais duvidoso, do que a introdução de uma nova ordem de coisas”. A queda de Bruno Reis no ranking nacional de prefeitos indica que a “ordem” de Salvador como vitrine administrativa da direita baiana entrou em xeque, abrindo espaço simbólico para a narrativa petista de que o ciclo mudou no estado.
Os dados da AtlasIntel mostram que Bruno Reis caiu de 3º para 10º lugar no ranking de aprovação de prefeitos de capitais entre 2024 e 2025, com a avaliação pessoal despencando de 79% para 56% em apenas um ano. Ao mesmo tempo, apenas 27% da população considera sua gestão ótima ou boa, enquanto 57% classificam como regular e 15% como ruim ou péssima, sinalizando um esvaziamento da aura de excelência administrativa que sustentava seu prestígio.
Pierre Bourdieu descreve o capital simbólico como a forma de crédito político que se apoia em reputação, confiança e reconhecimento social; ao perder sete posições no ranking e ver sua gestão estacionada na zona do “regular”, Bruno assiste à conversão de prestígio em vulnerabilidade. Em termos eleitorais, “regular” tende a ser terreno ambíguo, mas, em contexto de polarização e memória recente de alta aprovação, funciona como porta de entrada para a crítica e para a comparação desfavorável com o governo estadual.
Os cruzamentos demográficos da pesquisa revelam que a reprovação é maior entre mulheres, jovens, eleitores com maior escolaridade e segmentos de classe média – grupos centrais para a construção de narrativas de futuro e de justiça social na cidade. As mulheres, que concentram a experiência cotidiana dos serviços de saúde e educação, expressam maior insatisfação, enquanto a juventude “sem perspectiva na capital” concentra o maior volume de rejeição, indicando um déficit de projeto geracional na gestão.
Quanto maior o nível educacional, maior a rejeição ao prefeito, e a classe média – historicamente decisiva nas urnas em Salvador – também passa a rejeitá-lo, segundo a pesquisa. Se, como lembra Maquiavel, “o modo mais seguro de dominar uma cidade acostumada à liberdade é destruí-la ou habitá-la”, o afastamento gradual desses grupos sugere que a coalizão sociopolítica que sustentava o projeto de ACM Neto na capital está se esgarçando por dentro.
Efeito Jerônimo e o desgaste da vitrine de ACM Neto
Enquanto a posição de Bruno Reis declina, o governador Jerônimo Rodrigues sobe duas posições no ranking nacional de governadores da AtlasIntel e passa a ter gestão avaliada como ótima/boa por 40%, contra 27% de Bruno, criando um contraste público diretamente explorável na disputa de narrativas. O próprio relatório assinala que o “resultado catastrófico” de Bruno coloca em xeque o principal argumento de ACM Neto: a ideia de que a gestão de Salvador seria modelo para a Bahia, referência de boa governança frente aos governos petistas.
Ao analisarmos a série histórica das votação para o Governo da Bahia, nos últimos 20 anos, identificamos que os governadores do PT na Bahia costumam crescer na reeleição: Jaques Wagner e Rui Costa ampliaram seus percentuais de votos válidos em torno de 16 pontos, com Rui alcançando 75,5%, a maior votação da história baiana. Com base nessa média, a projeção do LabCaos indica possibilidade de o PT chegar a cerca de 68,75% dos votos válidos em 2026, caso o padrão se repita, reforçando a hipótese de consolidação do ciclo petista e de enfraquecimento da influência de Salvador como centro irradiador da oposição estadual.
Na leitura de Maquiavel, o governante prudente precisa antecipar tempestades políticas e agir quando “os males ainda são fáceis de curar, mas difíceis de reconhecer”. Os números da AtlasIntel funcionam como um diagnóstico antecipado: a queda acelerada de Bruno Reis, somada ao crescimento de Jerônimo Rodrigues, sinaliza que a frente liderada por ACM Neto entrou em zona de risco estrutural, não apenas conjuntural.
Para União Brasil, preservar Bruno Reis como principal fiador da narrativa de competência administrativa pode significar insistir em um “teto de vidro”: uma vez que o prefeito da capital baiano é o principal defensor e referência política de Neto, mas agora sem o respaldo de um capital popular robusto. Para o PT, ao contrário, o cenário oferece oportunidade de reconfigurar o imaginário político baiano: se Salvador deixa de ser vitrine da oposição, o governador passa a disputar também o terreno simbólico da capital, articulando políticas públicas e comunicação política capazes de capturar a insatisfação de juventude, mulheres e classe média com a gestão municipal.
Yuri Almeida é estrategista político, professor e especialista em campanhas eleitorais
Valdemar confirma Flávio em 2026 e união da direita com ACM Neto
Declaração foi feita por Valdemar Costa Neto durante evento do PL em Porto Seguro, no Extremo Sul baiano
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O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (22) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve manter sua candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. Na Bahia, segundo o dirigente partidário, o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro deverá se unir em torno da candidatura do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, Antonio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), ao governo do Estado. A declaração foi feita durante um evento do PL realizado em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia. Na ocasião, Costa Neto defendeu a consolidação de alianças no campo da direita e destacou a prioridade da sigla em apoiar nomes que considera competitivos nos estados.“Vamos estar juntos de um jeito ou de outro, porque queremos caminhar com os melhores. Aqui na Bahia, nós vamos com o ACM Neto”, afirmou. Em relação à disputa presidencial, o dirigente foi enfático: “O nosso candidato é o Flávio Bolsonaro. Vamos seguir em frente e vamos ganhar essa eleição”. Ao tratar da escolha de Flávio como herdeiro político de Jair Bolsonaro, Valdemar negou a existência de resistência interna ou entre partidos aliados. Segundo ele, um eventual desgaste ocorreu apenas no momento do anúncio inicial do nome, mas já foi superado.“Todos estão dispostos a apoiar o Flávio Bolsonaro. O anúncio, feito sem conhecimento prévio de outros partidos, gerou um mal-estar, mas isso já passou. Vamos contornar. Ele é o nosso candidato, vai crescer e vamos ganhar as eleições”, declarou. Durante o discurso, Costa Neto também relembrou a influência política do ex-senador Antonio Carlos Magalhães na Bahia e fez elogios à atuação do grupo liderado por ACM Neto. O presidente do PL destacou o modelo de articulação política adotado pelo avô do ex-prefeito de Salvador, especialmente no Congresso Nacional.“O Antônio Carlos Magalhães tinha força política. Elegia uma grande bancada federal, levava para Brasília e ajudava a montar governos com quadros qualificados”, afirmou. Ao comparar ACM Neto com Jair Bolsonaro, Valdemar ressaltou a escolha de sucessores e a formação de equipes de governo. “O neto seguiu o exemplo do avô. Escolheu Bruno Reis para prefeito de Salvador, que foi bem avaliado. O Bolsonaro também foi bem porque escolheu pessoas sérias para o governo, apesar dos impactos da pandemia”, completou.
ACM Neto cobra prioridade para saúde e segurança
Ex-prefeito critica governo estadual e defende reorganização da regulação
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Foto: Reprodução | YouTube
O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou neste domingo (21) que a segurança pública e a saúde devem ser tratadas como prioridades imediatas por quem pretende mudar a realidade da Bahia. A declaração foi feita durante entrevista em Rio Real, durante o evento Natal dos Sonhos.Ao comentar a situação da saúde no estado, Neto afirmou que o problema tem solução, mas fez críticas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo ele, a promessa de zerar a fila da regulação, feita na campanha de 2022, não foi cumprida e o cenário teria se agravado nos últimos anos por falta de gestão e decisão política.Neto defendeu a reorganização da fila da regulação com medidas de gestão, uso de tecnologia e ampliação dos investimentos. Para ele, um dos principais entraves é a concentração de vagas em Salvador e em poucas cidades de grande porte, o que, segundo afirmou, sobrecarrega o sistema e dificulta o acesso da população do interior.Como exemplo, citou a situação de pacientes que precisam se deslocar para municípios como Alagoinhas, Feira de Santana ou Salvador em busca de atendimento. Segundo ele, muitos acabam sem assistência.Entre as propostas apresentadas, ACM Neto mencionou a construção de novos hospitais regionais, a ampliação de hospitais municipais com apoio financeiro do governo estadual, o credenciamento de unidades filantrópicas e, quando necessário, a compra de vagas na rede privada.O ex-prefeito também destacou a situação dos pacientes oncológicos, afirmando que houve redução de vagas para tratamento no interior, apesar do aumento dos casos da doença. Para ele, o cenário reflete dificuldades enfrentadas diariamente pela população em todas as regiões do estado.Ao concluir, Neto afirmou que saúde e segurança pública devem caminhar juntas e defendeu ações imediatas nessas áreas como eixo central de um novo projeto para a Bahia.
Vice-líder do governo na AL-BA rompe com Jerônimo e anuncia apoio a ACM Neto
Cafu Barreto oficializa adesão ao grupo de ACM Neto e se torna a segunda baixa na base de Jerônimo Rodrigues em poucos dias.
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Foto: Divulgação
O deputado estadual Cafu Barreto (PSD), vice-líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, formalizou nesta quinta-feira (13) sua adesão ao projeto político de ACM Neto (União Brasil). A decisão representa uma nova baixa na base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ocorre dias após o deputado Nelson Leal (PP) migrar para a oposição para assumir a coordenação da pré-campanha do ex-prefeito de Salvador. O anúncio foi feito durante encontro que reuniu ACM Neto, Cafu Barreto, Nelson Leal e o ex-prefeito de Xique-Xique Reinaldo Braga Filho, um dos coordenadores da pré-campanha e liderança influente na região de Irecê.A movimentação é tratada como estratégica devido à base eleitoral de Cafu Barreto, concentrada no território de Irecê, onde o parlamentar já foi prefeito de Ibititá e mantém capital político relevante. Em declaração, Cafu afirmou que a decisão foi tomada “de cabeça erguida” e classificou ACM Neto como representante de um novo ciclo político no estado.“Saio de cabeça erguida. Neto simboliza mudança, renovação e um novo caminho para a Bahia. Agora vamos percorrer o estado, dialogar com famílias, lideranças, prefeitos e prefeitas, sempre com respeito. A Bahia merece muito mais. Vamos seguir firmes, visitando os amigos e levando o nome daquele que, tenho certeza, será o próximo governador, ACM Neto”, disse.ACM Neto também comentou a chegada do deputado ao seu grupo.“Cafu é uma das figuras mais relevantes da política na região de Irecê, com atuação destacada. Tenho enorme respeito por ele, pela sua trajetória e pelo seu trabalho. Disse a Cafu que estamos juntos nesse projeto de construir uma Bahia diferente, mais eficiente e comprometida com as pessoas”, afirmou.
Quem vence as eleições na Bahia: Jerônimo ou ACM Neto?
O embate repete a polarização entre o petismo e o carlismo — tradições políticas que, há mais de duas décadas, estruturam o campo eleitoral baiano.
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Foto: Arquivo Pessoal | Yuri Almeida
A política baiana caminha para uma reedição da disputa de 2022. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB) despontam como principais nomes na corrida pelo Governo da Bahia em 2026.
O embate repete a polarização entre o petismo e o carlismo — tradições políticas que, há mais de duas décadas, estruturam o campo eleitoral baiano.
Desde 2006, o Partido dos Trabalhadores venceu cinco das últimas seis eleições estaduais, consolidando o domínio político do grupo liderado por Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. Quatro dessas vitórias ocorreram ainda no primeiro turno, com destaque para Rui Costa, eleito em 2018 como o governador mais votado da história do estado.
Esse histórico confere ao PT uma estrutura política capilarizada, sustentada em redes territoriais, programas sociais e apoio de prefeitos, deputados e lideranças locais. A continuidade dessa hegemonia coloca a Bahia como um dos principais redutos petistas do país.
Na eleição de 2022, Jerônimo Rodrigues venceu ACM Neto no segundo turno, com 52,79% dos votos válidos contra 47,21%. O resultado contrariou boa parte das pesquisas — apenas a Atlas/Intel conseguiu prever corretamente a virada petista. Historicamente, os institutos de pesquisa têm dificuldade de capturar o comportamento do eleitorado baiano nas últimas semanas antes da votação.
Segundo levantamento da Quaest (agosto de 2025), ACM Neto lidera as intenções de voto para 2026. A vantagem, contudo, não é consolidada: o ex-prefeito mantém forte presença em Salvador e nas regiões metropolitanas, enquanto Jerônimo continua com melhor desempenho no interior.
A análise de tendências digitais, elaborada pela agência LabCaos, mostra um quadro mais equilibrado. Nos últimos 90 dias, o volume de buscas por Jerônimo Rodrigues no Google superou o de ACM Neto, indicando maior interesse público em torno do governador.
Redes sociais: engajamento e percepção pública
Os dados de 2025 reforçam uma diferença qualitativa na atuação digital.
* Jerônimo Rodrigues: mais de 4,9 milhões de interações, 108 mil novos seguidores e 1,6 mil postagens.
* ACM Neto: cerca de 4,5 milhões de interações, 129 mil novos seguidores, mas apenas 265 postagens.
Mesmo com um número menor de seguidores (744 mil contra 1,2 milhão de Neto), Jerônimo apresenta taxa de engajamento quase duas vezes maior: 2,5% contra 1,3%. Em termos comunicacionais, isso sugere uma comunidade digital mais ativa e orgânica, característica central para campanhas com forte presença territorial e emocional.
Nos últimos 30 dias analisados, Jerônimo recebeu 1.543 menções, contra 644 de ACM Neto. Além do volume maior, o governador registra índice mais elevado de sentimento positivo, o que indica boa percepção entre internautas — um indicador relevante para avaliar a reputação política e o potencial de adesão eleitoral.
Projeções eleitorais e tendência histórica
A disputa entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto em 2026 tende a ser, mais uma vez, um embate entre estrutura política consolidada e força de imagem pessoal. Enquanto o governador busca consolidar seu legado e ampliar o eleitorado no eixo urbano, ACM Neto tenta reconstruir seu espaço simbólico fora de Salvador.
Embora nenhum modelo estatístico seja capaz de prever com exatidão o comportamento eleitoral, a projeção feita a partir da média de variação histórica do PT na Bahia (2002–2022) aponta que o partido pode alcançar até 68,75% dos votos válidos em 2026. Esse cálculo considera a tendência de crescimento linear das votações petistas e a consolidação de Jerônimo como figura de continuidade das gestões do PT.
Yuri Almeida é estrategista político, professor e especialista em marketing eleitoral.
























