Para reforçar acusação de corrupção, campanha de Flávio vai chamar presidente de 'pai do Lulinha'
A ideia é usar temas sensíveis que atingem diretamente o eleitor, como as fraudes do INSS e a pauta anti-corrupção
Por: Redação Sudoeste Bahia
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A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu como uma das estratégias a serem lançadas nos próximos dias chamar o presidente Lula de "pai do Lulinha". A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu como uma das estratégias a serem lançadas nos próximos dias chamar o presidente Lula de "pai do Lulinha". A ideia é usar temas sensíveis que atingem diretamente o eleitor, como as fraudes do INSS e a pauta anti-corrupção. Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, foi citado nas investigações que apuram o desvio de recursos de aposentadorias e pensões como um possível elo com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema. A defesa do filho do presidente confirma a relação com Antunes, mas diz que ela se refere à prospecção de negócios comerciais legítimos. As acusações contra Lulinha não se limitam ao INSS. O filho do presidente já foi citado em uma operação no âmbito da Lava Jato, em 2019.
Homem de confiança de senador do PDT autorizou operador de esquema do INSS a movimentar contas, aponta PF
Gustavo Gaspar, ex-assessor parlamentar ligado a Weverton Rocha, concedeu procuração a investigado por envolvimento em fraudes bilionárias contra aposentados
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Documentos obtidos revelam que o empresário Gustavo Marques Gaspar, considerado figura de confiança do senador Weverton Rocha (PDT-MA), concedeu amplos poderes bancários ao consultor Rubens Oliveira Costa — apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A procuração, assinada por Gaspar, permite que Rubens abra, movimente e encerre contas bancárias da empresa GM Gestão Ltda, além de realizar saques, transferências, aplicações financeiras, emitir e endossar cheques em nome da firma. A GM Gestão pertence ao próprio Gustavo Gaspar, e, segundo a PF, pode ter sido utilizada como empresa de fachada para ocultar recursos provenientes de fraudes previdenciária. Rubens Oliveira é descrito nos autos da investigação como um dos principais facilitadores logísticos do esquema, acusado de transportar valores em espécie, distribuir propinas e intermediar acordos com beneficiários das fraudes — incluindo agentes públicos. Ele seria, segundo a corporação, o "carregador de mala" do grupo criminoso. O esquema em questão, apelidado de “Farra do INSS”, envolve bilhões de reais em prejuízo aos cofres públicos, com descontos indevidos em benefícios de aposentados e pagamento sistemático de propina a servidores e políticos. A Polícia Federal apura ainda a real extensão do envolvimento de empresas ligadas ao grupo, inclusive a GM Gestão.Gustavo Gaspar atuou como assessor parlamentar no gabinete da liderança do PDT no Senado entre 2019 e 2023, com salário superior a R$ 17 mil mensais. Foi exonerado após denúncia publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que apontava sua condição de funcionário fantasma. Apesar da exoneração formal, fontes apontam que ele continuou atuando nos bastidores ao lado de Weverton Rocha, em articulações políticas e empresariais no Maranhão e em Brasília. As investigações seguem em curso e envolvem diversos órgãos de controle e fiscalização. A PF busca identificar a origem e o destino dos recursos movimentados, assim como o papel de cada envolvido no esquema de lavagem de dinheiro por meio de pessoas jurídicas.
























