Caetité: Obras da Fiol II avançam apenas 3% em nove meses
Relatórios do TCU e da CGU apontam atrasos e falhas em trechos estratégicos da ferrovia
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Foto: Divulgação | Agência Infra
As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol II), que liga Caetité a Barreiras, no sudoeste e oeste da Bahia, seguem em ritmo lento e acumulam novos atrasos. Segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), o lote 5F avançou apenas 3% em nove meses, apesar de orçamento de R$ 79 milhões. O trecho é considerado estratégico por conectar diferentes partes da ferrovia e está sob responsabilidade da empresa TCE Engenharia, contratada pela estatal Infra S.A. em abril de 2024. A construtora assumiu 146 km remanescentes após a rescisão de contrato com o consórcio anterior, que havia concluído pouco mais de 64% das obras. De acordo com o TCU, os serviços de construção não começaram porque nenhum projeto executivo foi aprovado até o momento. Entre os atrasos estão obras de terraplenagem, drenagem e estruturas especiais. O órgão alertou que a falta de abertura de processos para punir empresas que descumprem prazos pode configurar falha de gestão. Além do lote 5F, a Controladoria-Geral da União (CGU) já havia identificado problemas no lote 6F, como paralisações, ausência de licenciamento ambiental e modificações em projetos sem autorização do Ibama. A auditoria apontou risco de impactos ambientais na chamada “Variante das Cavernas”, área com maciços rochosos e cavernas, e recomendou novos estudos. A Infra S.A. informou que mantém diálogo com órgãos de controle e atua conforme a legislação. O Ibama disse que as pendências estão em análise técnica.
Malhada: mais de 400 jabutis e 9 iguanas são devolvidos à natureza após serem resgatados de traficantes de animais
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Divulgação | Ibama
- Em ação realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na última quinta-feira (18), na cidade de Malhada, no oeste da Bahia, cerca de 450 jabutis (cágados) e nove iguanas foram devolvidos à natureza, após serem resgatados de traficantes, que comercializam os animais ilegalmente, principalmente, em cidades do sul baiano. Conforme informou o Ibama, os animais pertencem ao bioma da caatinga. Em declaração ao site G1, o analista Alberto Santana, que foi responsável pela operação, afirmou que antes de restabelecer os animais à natureza, é preciso antes realizar um estudo da área. “Se as mesmas dispõem de alimentos, tipo de topografia, que no caso dos jabutis tem que ser em solos planos. E principalmente se estarão de fato protegidos nestas áreas, além de observar se de fato a área é de ocorrência dos espécimes reintroduzidos naquele habitat”, disse. A multa por criação e consumo ilegal de carne de animais silvestres, pode variar entre R$ 500 a R$ 5 mil por espécime e o infrator pode responder por crimes ambientais, podendo pegar de 2 a 5 anos de prisão.
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Foto: Reprodução | Eco Debate
Uma investigação foi iniciada pelo Instituto do Meio Ambiente (Ibama) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para apurar suposto vazamento de licor ou pó radioativos do minério extraído pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Caetité. De acordo com o site Eco Debate, toda a estrutura da fábrica – construída através do Programa Nuclear Brasileiro, pela Odebrecht e empreiteiras terceirizadas – é analisada por técnicos especializados, que buscam apurar, além de dados de insegurança técnico-operacional, a irresponsabilidade gerencial, inadequação da estrutura da planta industrial e equipamentos obsoletos, inclusive, tendo como contrapartida o fato de que, em abril de 2000, milhões de litros de licor de urânio vazaram para o solo, problema este já conhecido pela CNEN, que apontou as possibilidades de contaminação do lençol freático e demais impactos ambientais.
























