Refinadores privados defendem atualização diária de preços para aderir a subsídio
Entidade que representa refinadores privados afirma que pacote do governo é positivo, mas pode gerar distorções tributárias e desestimular adesão do setor.
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O presidente da Refina Brasil – Associação Brasileira dos Refinadores Privados, Evaristo Pinheiro, afirmou que as medidas anunciadas pelo governo federal para o setor de combustíveis são positivas, mas precisam de ajustes para evitar distorções no mercado.Em entrevista, Pinheiro disse que a subvenção prevista para refinarias privadas só deve atrair adesão se o preço de referência do diesel for atualizado diariamente, seguindo a política de paridade internacional.Segundo ele, sem essa atualização os agentes privados podem ser obrigados a vender combustível com prejuízo, já que o valor do barril de petróleo oscila diariamente no mercado global.“Sem um preço de referência atualizado diariamente, o risco é o refinador vender abaixo do custo, o que inviabiliza a adesão ao programa”, afirmou.O dirigente também criticou pontos do Decreto nº 12.875, que, segundo ele, pode provocar acúmulo de créditos de PIS e Cofins para refinarias que não são verticalizadas — ou seja, que não controlam todas as etapas da cadeia do petróleo.De acordo com Pinheiro, o problema poderia ser evitado caso o governo reduzisse, na mesma proporção, os tributos incidentes sobre o petróleo bruto. Sem esse ajuste, afirmou, as empresas tendem a acumular créditos tributários sem conseguir repassar redução de preços ao mercado.Outro ponto levantado pela entidade é a cobrança de imposto sobre a exportação de diesel. Para Pinheiro, a medida precisa especificar claramente qual tipo de combustível será atingido.Isso porque o Brasil tem superávit na produção de bunker oil, combustível marítimo que utiliza nomenclatura semelhante à do diesel em algumas classificações comerciais.Segundo o presidente da Refina Brasil, refinarias — tanto privadas quanto a Petrobras — vendem esse produto no mercado interno com operação equiparada à exportação. Caso o imposto incida sobre esse combustível, pode haver dificuldade para comercialização.A entidade defende que a regulamentação siga o mesmo critério adotado na medida provisória que trata do diesel rodoviário, diferenciando os tipos de produto para evitar impactos inesperados no mercado.
Correios anunciam investimento de R$ 350 milhões para pacote de melhorias
Segundo a estatal, o valor será utilizado para realizar melhorar a infraestrutura de mais de 6 mil agências ao redor do país, assim como modernizar centros operacionais e construir novas agências
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Foto: Reprodução
- Os Correios anunciaram, nesta semana, o investimento de R$ 350 milhões, que será feito pela estatal para melhorias na infraestrutura de mais de 6 mil agências ao redor do país, modernização de centros operacionais e construção de novas agências. Para 2023, licitações de reformas de aproximadamente 400 agências já foram aprovadas. O pacote de investimentos foi desenvolvido após pedido feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para fortalecer a estatal. Inicialmente, a previsão é de que ao menos R$ 190 milhões sejam investidos na construção de um novo complexo, responsável por integrar as operações de tratamento das encomendas e um centro de logística integrada. Além disso, duas agências devem ser feitas em Londrina (PR) e São Luís (MA), assim como um hub internacional em Natal (RN). "Ao levarmos o centro para o Nordeste estamos gerando milhares de empregos na região. Não estamos levando apenas infraestrutura, mas consolidando a vocação local de se tornar um polo logístico, o que desperta o interesse de outras empresas também", afirmou o presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos.
Pacote do governo para incentivo a carro, caminhão e ônibus prevê gasto de R$ 1,5 bilhão
Os incentivos com caminhões deverão ter o maior gasto, com a expectativa de desembolso de aproximados R$ 700 milhões
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O pacote de incentivos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para estimular a venda de carro popular no Brasil e a renovação das frotas de caminhões e ônibus deve gerar um gasto de R$ 1,5 bilhão. A estimativa, segundo o colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, é do próprio governo. O anúncio do redesenho do programa deve ser feito nesta segunda-feira (5) pelo presidente Lula, que validou a proposta na última quinta-feira (2). De acordo com a coluna, os incentivos com caminhões deverão ter o maior gasto, com a expectativa de desembolso de aproximados R$ 700 milhões, enquanto R$ 500 milhões serão para os carros populares e R$ 300 milhões para ônibus. Os valores devem funcionar como uma espécie de trava. Isso significa que, quando os gastos atingirem esses totais, o incentivo será encerrado ou suspenso. O programa prevê desconto direto no preço dos veículos concedido pelas montadoras. Nos automóveis, os descontos devem variar de R$ 2 mil a R$ 8 mil. Já para os caminhões deve variar de R$ 30 mil a cerca de R$ 100 mil. Em troca, as empresas vão receber crédito tributário junto à União.
























