Zema: Auxílios do governo estão criando uma geração de imprestáveis
Segundo o pré-candidato, há casos de pessoas que recusam empregos formais para evitar a perda de benefícios sociais
Por: João Caires
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Foto: Reprodução | TV Band
O pré-candidato a presidente da República, Romeu Zema (Novo-MG), afirmou que pretende endurecer as regras de programas de transferência de renda e condicionar a manutenção de benefícios sociais à aceitação de empregos formais pelos beneficiários. Zema disse que não pretende extinguir programas sociais, mas criticou o que classificou como crescimento da dependência de auxílios governamentais. "Programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Mas sabemos que tem muita fraude que eu vou combater e também não vou pagar auxílio do governo para os marmanjões. Estamos criando no Brasil uma geração de imprestáveis. Eu vou em cidades do interior do Brasil inteiro e vejo a mesma coisa: vagas com carteira assinada e marmanjão em casa, na internet, nas redes sociais, no Netflix, que prefere receber o auxílio governamental", afirmou em entrevista ao programa Canal Livre. Segundo o pré-candidato, há casos de pessoas que recusam empregos formais para evitar a perda de benefícios sociais. Zema defendeu o uso do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das secretarias municipais de assistência social para monitorar ofertas de trabalho destinadas a beneficiários de programas sociais. Pela proposta apresentada, quem recusasse uma vaga formal sem justificativa poderia perder o benefício. Questionado sobre modelos adotados em países europeus, o pré-candidato admitiu a possibilidade de permitir a recusa da primeira proposta de emprego, mas defendeu que a aceitação passasse a ser obrigatória a partir de uma segunda oferta. "O objetivo é garantir que o recurso público chegue a quem realmente precisa e não sirva como desestímulo ao mercado de trabalho formal", afirmou.
Sem programas sociais, Bahia teria mais da metade da população em extrema pobreza
Os dados levantados pelo IBGE se referem ao ano de 2020; Brasil atingiria 31,2%
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Foto: Reprodução
- Se os benefícios sociais deixassem de existir, a Bahia teria mais da metade de sua população dentro da faixa de extrema pobreza, no ano de 2020. Precisamente, 51,6% dos baianos fariam parte desse triste número. Os dados foram retirados de um levantamento publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (3). Em números absolutos, a estatística fala de 2,46 milhões de baianos. Atualmente, com os programas sociais, o percentual de pessoas abaixo da linha da pobreza na Bahia também é alto, representando 37,5% da população do estado. Com relação ao Brasil, se os programas sociais deixassem de existir, a população em extrema pobreza saltaria de 12,9% para 31,2%, ou seja, 27 milhões de brasileiros. Com a pandemia de Covid-19, o nível de ocupação dos brasileiros foi o menor da série: 51%.
























