Bahia: Irmãos morrem abraçados em incêndio após mãe deixar crianças sozinhas para ir a festa
Mulher foi presa por abandono de incapaz com resultado morte03 Mai 2026 / 20h00
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Levantamento mostra que 20,4% dos baianos com mais de 10 anos já viveram uma união conjugal, mas não vivem mais; número cresceu quase 5 pontos percentuais em 12 anos.
Foto: Reprodução
Ao menos um em cada cinco baianos já viveu uma união conjugal, formal ou informal, mas não vive mais nessa condição. A constatação faz parte do levantamento sobre nupcialidade divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2022. Segundo o estudo, 20,4% dos baianos com mais de 10 anos de idade estão na categoria dos chamados “descasados” — pessoas divorciadas, separadas ou viúvas. O percentual coloca a Bahia com a segunda maior proporção de “descasados” do país, atrás apenas do Rio de Janeiro (21,4%). No total, o estado reúne mais de 2,5 milhões de pessoas nessa situação. O índice também revela crescimento expressivo desse grupo nos últimos 12 anos. Em 2010, os “descasados” representavam 15,6% da população baiana. Desde então, houve avanço de 4,8 pontos percentuais. A tendência se repete em âmbito nacional: o número de “descasados” no Brasil passou de 14,6% em 2010 para 18,6% em 2022. Apesar do aumento, o romantismo ainda persiste entre os baianos. O levantamento aponta que 48% das pessoas com mais de 10 anos vivem em união conjugal, o que corresponde a cerca de 5,9 milhões de habitantes. Esse grupo inclui casamentos civis, religiosos e uniões consensuais, registradas ou não. Mesmo assim, a Bahia aparece entre os estados com menor proporção de casamentos. Em 2022, o índice de 48% deixou o estado na quinta posição entre as menores taxas do país, abaixo da média nacional de 51,3%. Ficaram atrás apenas Amapá (47,1%), Distrito Federal (47,7%), Amazonas (48,1%) e Rio de Janeiro (48,6%). Além dos casados e “descasados”, o Censo identificou um número expressivo de pessoas que nunca viveram uma união conjugal. Em 2022, 31% dos baianos — o equivalente a 3,8 milhões de pessoas — se declararam solteiros. O grupo, no entanto, diminuiu desde 2010, quando representava 37,4% da população. O levantamento detalha ainda os tipos de uniões registradas no estado. Entre 2010 e 2022, a Bahia registrou aumento dos casamentos apenas civis, que passaram de 18,4% para 21,4% das uniões — um salto de pouco mais de 1 milhão para 1,2 milhão de pessoas. Por outro lado, os casamentos exclusivamente religiosos caíram de 6,5% para 4,4% no período, passando de 358 mil para 262 mil registros. Já as uniões que combinam cerimônia civil e religiosa cresceram em números absolutos, mas reduziram a participação percentual — de 29,3% para 28,3% do total. As uniões consensuais, formalizadas ou não em cartório, continuam predominantes na Bahia. Esse tipo de vínculo representa 45,9% das uniões conjugais, praticamente o mesmo percentual de 2010, embora o número absoluto tenha subido de 2,53 milhões para 2,74 milhões.
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