Bahia: Irmãos morrem abraçados em incêndio após mãe deixar crianças sozinhas para ir a festa
Mulher foi presa por abandono de incapaz com resultado morte03 Mai 2026 / 20h00
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Ação integrada também prendeu oito pessoas e fechou três lojas
Foto: Divulgação | Polícia Civil
A Operação Orion Scorpii, deflagrada nesta quarta-feira (10) pela Polícia Civil da Bahia, prendeu oito pessoas, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e recolheu R$ 200 mil em espécie, além de centenas de armas, entre elas armamentos de calibre restrito, veículos e grande quantidade de munições. As ações ocorreram simultaneamente em Vitória da Conquista, Guanambi, Palmas de Monte Alto, Brumado, Itapetinga, Jequié e Teixeira de Freitas, na Bahia; em Montes Claros e Itaipé, em Minas Gerais; e em Goiânia, onde também houve prisão. No total, quatro suspeitos foram detidos em Vitória da Conquista, um em Guanambi, um em Itapetinga, um em Jequié e um em Goiânia. A investigação começou após a apreensão de uma carga de 7.850 munições transportadas de Goiânia para Guanambi e Tanque Novo. A partir desse flagrante, a Polícia Civil identificou um grupo que comercializava munições em larga escala de forma irregular, utilizando empresas registradas para misturar operações legais e ilegais. O esquema também se valia de CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) para conferir aparência de conformidade às transações e facilitar o escoamento dos produtos.
Foto: Polícia Civil da Bahia
Os levantamentos apontam ainda que o grupo negociava armas de fogo de forma clandestina, incluindo modelos de calibre restrito. Entre o material apreendido estão fuzis, pistolas, revólveres, rifles, espingardas calibre 12, munições diversas e R$ 200 mil em espécie, o que indica a estrutura e a capacidade de distribuição da organização criminosa. A operação também resultou no fechamento de três estabelecimentos suspeitos de vender armas e munições de forma irregular: uma loja de caça e pesca em Goiânia e duas unidades localizadas em Vitória da Conquista e Guanambi. A ofensiva foi conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco). A ação integra a Rede Nacional de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O material apreendido será encaminhado para perícia, etapa necessária para identificar a origem dos armamentos, possíveis conexões com outras ocorrências criminosas e reforçar as linhas de investigação em curso. Os laudos técnicos poderão gerar novos desdobramentos e ampliar o alcance da operação.
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