Mesmo com Zé Cocá, o PT sempre venceu em Jequié
Mesmo com sua expressiva votação local, o fato é que o PT e seus aliados mantêm uma invencibilidade histórica em todos os 20 municípios da região.30 Mar 2026 / 11h00
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Disputa política e omissão institucional colocam em risco atendimento oncológico de dezenas de municípios do sudoeste baiano
Foto: Divulgação | Sesab
A definição de uma nova gestora para a Unacon de Caetité, anunciada nesta quinta-feira (4) pela Prefeitura, representa mais uma tentativa de reorganizar um serviço essencial que, nos últimos meses, tornou-se símbolo de instabilidade, disputas políticas e falhas administrativas. Longe de ser um problema exclusivamente local, a situação escancara a falta de compromisso dos governos municipal e estadual com a saúde pública da região. A Unacon, instalada no Hospital Municipal Dr. Ricardo de Tadeu Ladeia, oferece serviços de alta complexidade em oncologia, com consultas, exames, cirurgias e quimioterapia, e atende cerca de 45 municípios do sudoeste da Bahia. É, portanto, uma referência regional, responsável por tratar milhares de pacientes em situação de vulnerabilidade. No entanto, a unidade tem enfrentado meses de incertezas: atrasos de repasses, interrupções nos tratamentos, denúncias de má gestão e um vaivém de decisões judiciais e administrativas que comprometem a continuidade e a qualidade do atendimento. A troca de gestoras, longe de ser uma solução definitiva, evidencia o despreparo das autoridades em lidar com o que deveria ser prioridade absoluta. A Prefeitura de Caetité, ao longo do último ano, demonstrou fragilidade ao tentar reassumir a gestão sem o devido planejamento e respaldo jurídico. Já o Governo do Estado da Bahia, embora tenha participado da implantação da unidade e promovido fiscalizações pontuais, tem se mantido distante da resolução prática da crise, falhando em garantir estabilidade financeira e suporte técnico consistente. A mudança de gestora anunciada agora precisa ser mais do que um movimento político. É fundamental que a nova administração venha acompanhada de transparência, metas definidas e fiscalização ativa. A população do sudoeste baiano não pode mais ser refém da burocracia nem do uso político da saúde pública. Enquanto os governantes discutem responsabilidades, pacientes esperam por tratamentos que não podem ser adiados. A crise da Unacon de Caetité é o reflexo de um sistema que ainda privilegia o jogo político em vez do compromisso com a vida. Para reverter esse cenário, é preciso coragem, seriedade e, acima de tudo, vontade real de governar para as pessoas — e não para os palanques.
Aqui o povo tem voz e vez.
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