Região: Casal é morto a tiros em Piripá
Crime ocorreu em via pública e causou comoção entre moradores01 Abr 2026 / 20h30
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Mandados foram cumpridos em Piripá, na Bahia e no Paraná; investigação apura sequestro ocorrido em 2024 na BA-263
Foto: Ascom | PCBA
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Vita Praesidium, com o objetivo de cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa investigada por extorsão mediante sequestro e associação criminosa. Ao todo, sete mandados de prisão preventiva foram cumpridos. Cinco deles foram executados dentro do sistema prisional — quatro no Conjunto Penal de Jequié e um na Penitenciária Estadual de Guaíra, no Paraná — onde os suspeitos já se encontravam custodiados. Outros dois investigados foram presos nas cidades de Jaguaquara e Luís Eduardo Magalhães. Em Luís Eduardo Magalhães, também foi cumprido mandado de busca e apreensão, ocasião em que um aparelho celular foi apreendido. As investigações tiveram início após o sequestro de duas vítimas em setembro de 2024, no trecho da rodovia BA-263, entre Piripá e Condeúba. Segundo a polícia, as vítimas foram abordadas por homens armados, retiradas do veículo e mantidas em cativeiro por mais de 24 horas, sob ameaças e violência psicológica, enquanto familiares eram pressionados a realizar pagamentos para a liberação. De acordo com o delegado Paulo Henrique de Oliveira, responsável pelo caso, parte da articulação criminosa ocorria a partir do interior do sistema prisional, com o uso ilegal de aparelhos celulares. A investigação também identificou a atuação de colaboradores externos, responsáveis pela logística do crime e pela movimentação financeira dos valores obtidos. Ainda segundo a polícia, o investigado localizado no Paraná é apontado como o responsável por conduzir o veículo utilizado no sequestro. Ele havia sido preso em flagrante, em fevereiro de 2025, por tráfico de drogas, ao transportar cerca de 260 quilos de maconha. Já o suspeito capturado em Jaguaquara é investigado por receber valores transferidos pelas vítimas por meio de PIX. A operação contou com apoio da Delegacia Especializada Antissequestro, da Diretoria Regional de Polícia do Interior Oeste/Chapada (Dirpin), do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI) e da Delegacia Territorial de Jaguaquara.
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