Zema: Auxílios do governo estão criando uma geração de imprestáveis
Segundo o pré-candidato, há casos de pessoas que recusam empregos formais para evitar a perda de benefícios sociais04 Mai 2026 / 07h30
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Mensagens, áudios e fotos trocados com outros funcionários do gabinete sugerem depósitos fracionados e saques em dinheiro
Foto: Alan Santos | PR
- Investigações da Polícia Federal (PF) encontraram mensagens no telefone do principal ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, que levantaram suspeitas sobre transações financeiras feitas no gabinete do chefe do Executivo nacional. Conversas por escrito, áudios e fotos trocados com outros funcionários da Presidência sugerem a existência de depósitos fracionados e saques em dinheiro, nos mesmos moldes daqueles feitos no esquema da rachadinha, supostamente coordenado por Fabrício Queiroz. O material analisado pela Polícia Federal indica que as movimentações financeiras se destinavam a pagar contas pessoais da família presidencial e também de pessoas próximas da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. A assessoria da Presidência nega qualquer irregularidade nas transações e diz que os valores movimentados têm como origem a conta particular do presidente da República. “Todos os recursos não têm origem no suprimento de fundos [cartão corporativo]. O presidente nunca sacou um só centavo desse cartão corporativo pessoal. O mesmo está zerado desde janeiro de 2019”, afirma. Com base nesses indicativos coletados pela PF, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nas últimas semanas a quebra de sigilo bancário de Cid, atendendo a um pedido da PF, que busca descobrir a origem do dinheiro e se há uso de verba pública. As transações estão sendo analisadas no âmbito de um inquérito policial, mas ainda não há acusação ou mesmo confirmação das suspeitas levantadas pela PF. A quebra de sigilo bancário ocorre dentro do caso que apurava o vazamento de uma investigação sobre um hacker no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A apuração foi compartilhada por Moraes e agora tramita no inquérito das milícias digitais.
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