Prazo para pedir isenção da taxa de inscrição do Enem 2026 termina nesta quinta-feira
Solicitação deve ser feita até 23h59 na Página do Participante; resultado sai em 13 de maio30 Abr 2026 / 13h30
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A superprodução de energia eólica e solar no Brasil tem causado cortes diários e coloca em risco a segurança do sistema elétrico. Especialistas pedem um novo planejamento para lidar com o excedente.
Foto: reprodução
O Brasil tem gerado uma quantidade superior de energia renovável em relação à sua demanda, o que, embora pareça positivo, tem se tornado um problema para o sistema elétrico. A maior parte desse excedente provém dos parques eólicos e solares localizados no Nordeste do país. Esse aumento de produção tem comprometido a segurança do sistema elétrico, levando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a solicitar o desligamento diário dessas usinas. Desde 2022, a magnitude dos cortes tem se intensificado. Na última quarta-feira (17), foram retirados do sistema cerca de 11 gigawatts, o que equivale à potência de uma usina hidrelétrica como Itaipu. "É necessário realizar esses cortes porque a geração é muito superior à demanda. O sistema precisa manter sempre o equilíbrio entre a produção e o consumo de energia", explicou Luiz Eduardo Barata, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia. Especialistas apontam que a falta de planejamento para lidar com a sobrecarga de energia renovável tem sido um fator crucial para essa situação. "As mudanças que deveriam ser profundas e estruturais estão sendo substituídas por soluções pontuais que não resolvem os problemas de forma ampla", afirmou o ex-diretor-geral do ONS. A representante do setor eólico, Elbia Gannoum, estimou que os prejuízos causados pelos cortes chegam a R$ 5 bilhões nos últimos três anos. Em resposta, a indústria entrou na Justiça buscando compensações pelos danos. O aumento da geração de energia solar, especialmente a solar fotovoltaica nos telhados, tem exacerbado a situação. Embora beneficie mais de 20 milhões de brasileiros com descontos na conta de luz, essa energia não é controlada pelo ONS, o que impede que o excesso seja desconectado. Carlos Evangelista, presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída, defende que o crescimento da geração distribuída tem aliviado o custo para os consumidores. "Essa expansão ajuda a reduzir os custos da eletricidade, pois estamos descentralizando a geração e beneficiando o sistema", afirmou. O Brasil não é o único país enfrentando essa situação. Nações como os Estados Unidos, Alemanha e Austrália também lidam com problemas similares relacionados ao excesso de energia renovável. Para lidar com o excedente, especialistas sugerem um novo planejamento estratégico, como a instalação de datacenters em locais adequados, o incentivo à indústria do hidrogênio verde e o uso de baterias para armazenar a energia excedente durante o dia e utilizá-la à noite. O ONS, em parceria com o Ministério de Minas e Energia, a Aneel e a Empresa de Pesquisa Energética, está trabalhando na revisão das políticas e regulamentos para melhorar a eficiência e garantir a operação segura do sistema elétrico brasileiro.
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