Zema: Auxílios do governo estão criando uma geração de imprestáveis
Segundo o pré-candidato, há casos de pessoas que recusam empregos formais para evitar a perda de benefícios sociais04 Mai 2026 / 07h30
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Três deles ocuparam cargos de ministros no governo Bolsonaro e são investigados em operação sobre a tentativa de golpe de Estado para manter o ex-mandatário no poder
Foto: Reprodução
- Entre os militares alvos de operação da Polícia Federal (PF) sobre a tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder, deflagrada nesta quinta-feira (8), estão quatro generais de quatro estrelas, atualmente na reserva: Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira. Três deles foram ministros do ex-presidente Bolsonaro, que teve o passaporte apreendido durante a operação. Braga Netto era um dos mais influentes ministros do governo Bolsonaro, ele ocupou a Casa Civil entre 2020 e 2021, antes de assumir o Ministério da Defesa. Em meados de 2022, foi indicado à vaga de candidato a vice na chapa de reeleição de Bolsonaro. O general Augusto Heleno foi ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) no governo do ex-mandatário. Segundo a PF, ele é apontado como integrante do "Núcleo de Inteligência Paralela" do governo Bolsonaro, que tinha como missão coletar informações que auxiliassem "na consumação do Golpe de Estado". Os membros da equipe monitoraram o itinerário, deslocamento e localização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com o objetivo de capturar e deter nas primeiras horas que se seguissem à assinatura do decreto de golpe de Estado. Por sua vez, o general Paulo Sérgio Nogueira virou ministro da Defesa quando Braga Netto se lançou como vice na chapa de Bolsonaro. Ele já havia sido nomeado Comandante do Exército por Bolsonaro em março de 2021. Conforme as investigações, Nogueira era membro do Núcleo de Oficiais de Alta Patente com Influência e Apoio a Outros Núcleos no esquema golpista. Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira não foi ministro no governo Bolsonaro, no entanto participou do plano para a consumação de um golpe de Estado, segundo a PF. Ele teria sido procurado pelo ex-presidente para auxiliar a escrever o decreto do golpe e seria responsável por cuidar das tropas durante o levante. A operação deflagrada pela PF nesta quinta cumpriu ainda 33 mandados de busca e apreensão e prendeu: Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro; Marcelo Câmara, coronel da reserva do Exército citado em investigações como a das fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro; Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército; e Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
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