Para reforçar acusação de corrupção, campanha de Flávio vai chamar presidente de 'pai do Lulinha'
A ideia é usar temas sensíveis que atingem diretamente o eleitor, como as fraudes do INSS e a pauta anti-corrupção
Por: Redação Sudoeste Bahia
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A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu como uma das estratégias a serem lançadas nos próximos dias chamar o presidente Lula de "pai do Lulinha". A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu como uma das estratégias a serem lançadas nos próximos dias chamar o presidente Lula de "pai do Lulinha". A ideia é usar temas sensíveis que atingem diretamente o eleitor, como as fraudes do INSS e a pauta anti-corrupção. Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, foi citado nas investigações que apuram o desvio de recursos de aposentadorias e pensões como um possível elo com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema. A defesa do filho do presidente confirma a relação com Antunes, mas diz que ela se refere à prospecção de negócios comerciais legítimos. As acusações contra Lulinha não se limitam ao INSS. O filho do presidente já foi citado em uma operação no âmbito da Lava Jato, em 2019.
Pré-candidato, Caiado avalia governo Bolsonaro como fraco e o culpa por retorno de Lula
Governador de Goiás afirma que derrota eleitoral indica falhas na gestão federal
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teve um bom desempenho à frente do governo federal entre 2019 e 2022.Pré-candidato à Presidência da República, Caiado disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022 é um indicativo de falhas na gestão.Segundo ele, o resultado eleitoral abriu espaço para o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Partido dos Trabalhadores ao poder.“Se você está no mandato, perde a eleição e não faz o sucessor, é lógico que não pode se credenciar como bom gestor naquele momento”, afirmou.Caiado também declarou que, na avaliação dele, uma gestão considerada positiva teria dificultado a volta do PT ao Executivo federal.
Avaliação negativa do governo Lula se mantém em 40%, indica pesquisa
Levantamento indica queda na aprovação e aumento de avaliações regulares; percepção varia entre grupos sociais.
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Pesquisa do Datafolha aponta que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manteve estável em 40%, mesmo com a proximidade do período eleitoral. O levantamento mostra queda na avaliação positiva, que passou de 32% para 29%. Já a parcela que considera o governo regular subiu de 26% para 29%.Na avaliação pessoal do presidente no terceiro mandato, a reprovação variou de 49% para 51%, enquanto a aprovação recuou de 47% para 45%, dentro da margem de erro. A pesquisa também indica diferenças entre grupos. A avaliação positiva é mais presente entre pessoas mais velhas, com menor escolaridade e moradores do Nordeste. Já a avaliação negativa é maior entre entrevistados com maior nível de instrução, residentes do Sul, evangélicos e pessoas com renda acima de dez salários mínimos.O levantamento traz ainda comparação com o mesmo período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que registrava índices mais elevados de avaliação negativa e menor aprovação, segundo a série histórica.
Eduardo Bolsonaro critica Moraes e diz que decisão sobre Jair Bolsonaro é política
Ex-deputado afirmou nas redes sociais que medida não tem fundamento jurídico e voltou a contestar acusações relacionadas aos atos de 8 de janeiro
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou, nesta terça-feira (24), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação na rede social X, Eduardo Bolsonaro afirmou que a medida não teria fundamento jurídico e seria motivada por razões políticas. Segundo ele, a decisão do magistrado estaria relacionada a uma preocupação com possíveis consequências caso o ex-presidente permanecesse preso.Na postagem, o ex-deputado também mencionou o estado de saúde de Jair Bolsonaro e disse esperar que ele receba acompanhamento médico adequado durante o período de prisão domiciliar. Eduardo Bolsonaro voltou ainda a contestar as acusações relacionadas aos Ataques de 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que a prisão do ex-presidente seria injusta e argumentou que, na data dos atos, Jair Bolsonaro estava fora do país e já não ocupava o cargo de presidente da República.O ex-deputado também declarou que o pai foi um presidente honesto e defendeu o legado político do ex-mandatário. Ao final da publicação, manifestou apoio e fez referência às eleições de 2026, afirmando expectativa de mudança no cenário político.
Rui Costa diz que resultados superam governo Bolsonaro e deixa Casa Civil
Ministro afirma que obras e investimentos cresceram em relação ao governo anterior; saída está marcada para 30 de março
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que os resultados de sua gestão superam os registrados no governo de Jair Bolsonaro e confirmou que deixará o cargo no próximo dia 30 de março. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Jequié FM. Segundo ele, os indicadores da atual administração são “n vezes maiores”, com avanços expressivos em áreas como infraestrutura e educação.“Tem número que é 10 vezes maior. A execução de estradas é quase 10 vezes maior, a construção de escolas e creches. Os números são muito maiores, infinitamente maiores do que o governo passado”, disse. Ex-governador da Bahia, Rui Costa afirmou que encerra o ciclo no ministério com “orgulho” e destacou a confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao delegar a função.A saída faz parte da estratégia do ministro para disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições.
Com melhora nos pulmões, Bolsonaro pode sair da UTI nos próximos dias
Ex-presidente está internado com broncopneumonia em hospital de Brasília e segue sem previsão de alta.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, apresentou melhora no quadro de broncopneumonia, com evolução positiva nos dois pulmões, mas segue internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (18) pelo médico Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento clínico.Segundo ele, há possibilidade de transferência do ex-presidente da UTI para um quarto até o fim da semana, caso o tratamento continue evoluindo como esperado. Bolsonaro está internado no Hospital DF Star desde a última sexta-feira (13).De acordo com a equipe médica, foi introduzido um terceiro antibiótico no tratamento, além de um novo medicamento para controlar o quadro de soluços.Os médicos também acompanham o risco de desenvolvimento de fibrose pulmonar, uma possível complicação associada ao quadro respiratório.Apesar da melhora clínica, a equipe mantém o ex-presidente sob cuidados intensivos e sem previsão de alta hospitalar.
Durante manifestações, Flávio diz que Bolsonaro subirá rampa em 2027
Senador discursou no ato “Acorda, Brasil”, na Avenida Paulista, e afirmou que ex-presidente retomará o Planalto.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (1º), durante o ato “Acorda, Brasil”, na Avenida Paulista, que o ex-presidente Jair Bolsonaro retornará ao Palácio do Planalto em 2027. “Eu disse ao meu pai que, em janeiro de 2027, ele irá pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro”, declarou o senador, ao relatar conversa com o ex-presidente na última quarta-feira.Bolsonaro está preso sob acusação de tentativa de golpe de Estado. Durante o discurso, Flávio associou o atual governo a escândalos como o mensalão e o petrolão e citou investigações sobre descontos indevidos em benefícios do INSS.Ao encerrar a fala, afirmou que “ninguém aguenta mais quatro anos de PT” e disse que o grupo político permanecerá mobilizado “até a vitória”.
AtlasIntel mostra alta na desaprovação de Lula
Desaprovação cresce e vantagem diminui em regiões-chave
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A nova pesquisa da AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (25), mostra que, além de aparecer numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ter índice de rejeição superior ao do parlamentar. Segundo o levantamento, 48,2% dos entrevistados afirmaram que “não votariam de jeito nenhum” em Lula, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro é de 46,4%. Na sequência aparecem Jair Bolsonaro (44,2%), Renan Santos (43,9%) e Eduardo Leite (38,3%).Queda no Nordeste e no Sudeste: No principal cenário de primeiro turno, Lula tem 45% contra 37,9% de Flávio. No entanto, a vantagem diminuiu especialmente no Nordeste. Em janeiro, o presidente registrava 58,2% na região e caiu para 50,4% em fevereiro. Flávio subiu de 28,7% para 31,8%.No Sudeste, a distância também encolheu. Lula passou de 49,3% para 43,6%, enquanto Flávio avançou de 36,1% para 41,9%. Entre eleitores com até o ensino fundamental, a mudança foi ainda mais significativa: Lula caiu de 61,2% para 37,3%, enquanto Flávio subiu de 28% para 41,2%.Avaliação do governo: O levantamento aponta aumento na desaprovação do desempenho do presidente, que passou de 50,7% para 51,5%. Já a aprovação caiu de 48,7% para 46,6%. Os indecisos somam 1,8%.Na avaliação geral do governo, o percentual que considera a gestão ruim ou péssima permaneceu estável em 48,4%. A avaliação positiva (ótimo ou bom) caiu de 47,1% para 42,7%. Já os que classificam o governo como regular subiram de 4,4% para 8,9%. A pesquisa ouviu 4.986 pessoas entre os dias 19 e 24 de fevereiro, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07600/2026.
Lula lidera no 1º turno, mas empata no 2º com Flávio Bolsonaro
Presidente lidera no 1º turno, mas enfrenta cenário apertado no 2º
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para um eventual primeiro turno em todos os cenários testados, mas aparece numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno. Os dados são da pesquisa divulgada pela AtlasIntel nesta quarta-feira (25). No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, o senador teria 46,3% dos votos, contra 46,2% do presidente — configurando empate técnico dentro da margem de erro.Em outro cenário, contra Tarcísio de Freitas, Lula aparece com 45,9%, enquanto o governador de São Paulo marca 47,1%. Já contra Michelle Bolsonaro, o presidente registra 47,5%, ante 44,7% da ex-primeira-dama. Cenários de primeiro turno: No primeiro cenário estimulado, Lula soma 45,0%, à frente de Flávio Bolsonaro (37,9%), Ronaldo Caiado (4,9%), Romeu Zema (3,9%), Renan Santos (2,9%) e Aldo Rebelo (1,1%).No segundo cenário, com Ratinho Júnior no lugar de Caiado, Lula tem 45,1% e Flávio 39,5%. No terceiro, Lula marca 45,3% e Flávio 39,1%, enquanto Eduardo Leite aparece com 1,6%.Quando Tarcísio substitui Flávio, Lula registra 43,3% contra 36,2% do governador paulista. Em um cenário com Lula, Flávio e Tarcísio simultaneamente, o presidente amplia a vantagem e chega a 47,1%. Cenário sem Lula:Sem Lula na disputa e com Fernando Haddad como candidato governista, Haddad lidera com 39,1%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37,1%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07600/2026. O levantamento ouviu 4.986 pessoas entre 19 e 24 de fevereiro, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Lula vence Flávio Bolsonaro em simulações de 1º turno
Levantamento testou cenários com possíveis candidatos do PSD
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Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (9) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente nas simulações de primeiro turno das eleições de outubro contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e possíveis candidatos do PSD. O levantamento testou três cenários eleitorais com nomes do partido comandado por Gilberto Kassab e apontou vantagem de Lula em todas as hipóteses. A pesquisa não simulou segundo turno.No cenário com o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), Lula aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30%. Ratinho soma 10%. Romeu Zema (Novo) tem 3%, Aldo Rebelo (DC), 2%, e Renan Santos (Missão), 1%. Brancos e nulos são 7%, enquanto 8% não souberam ou não responderam. No segundo cenário, com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), Lula chega a 40%, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Leite marca 5%, Zema tem 4%, Aldo Rebelo, 3%, e Renan Santos, 1%. Brancos e nulos somam 7%, e os indecisos, 8%.Já no terceiro teste, que inclui o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula mantém 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 32%. Caiado aparece com 6%, Zema com 4%, Aldo Rebelo com 2% e Renan Santos com 1%. Brancos e nulos totalizam 7%, e 8% não responderam. Além da disputa eleitoral, a pesquisa avaliou a percepção dos eleitores sobre temas centrais. Na economia, 29% consideram Lula o mais preparado para melhorar o cenário econômico, contra 20% que apontam Flávio Bolsonaro. Ratinho Jr. aparece com 14%, Eduardo Leite com 7%, Zema com 6% e Caiado com 4%.No campo social, Lula amplia a vantagem: 44% dos entrevistados dizem que ele é o candidato com maior capacidade de melhorar a vida da população mais pobre. Flávio Bolsonaro registra 17%, seguido por Ratinho Jr., com 13%. Já na capacidade de pacificar o país, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados, com 24% das menções cada um.A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre os dias 6 e 7 de fevereiro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-06428/2026.
Laudo diz que saúde de Bolsonaro é boa e ele pode continuar preso
Laudo da PF descarta depressão e nega risco à saúde de Bolsonaro
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Moraes impede Valdemar e Malta de ver Bolsonaro
Ministro do STF citou risco à investigação e à segurança do sistema prisional.
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou novamente, nesta quinta-feira (29), o pedido do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime fechado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Segundo Moraes, Valdemar é investigado pelos mesmos fatos que levaram à condenação de Bolsonaro, o que impede qualquer contato direto entre os dois.“A autorização de contato direto entre investigado e condenado apresenta risco manifesto à investigação”, escreveu o ministro na decisão. Moraes também negou o pedido de visita do senador Magno Malta (PL-ES). De acordo com o magistrado, o parlamentar tentou entrar na unidade prisional conhecida como Papudinha sem autorização prévia, conforme relato da Polícia Militar do Distrito Federal.Para o ministro, a conduta representou risco à disciplina e à segurança do sistema de custódia, o que inviabilizou a autorização. Na mesma decisão, Moraes liberou a visita do deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), aliado próximo de Bolsonaro, do senador Wilder Morais (PL-GO) e do empresário Luiz Antônio Nabhan Garcia.Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A decisão ocorre em meio às articulações políticas para as eleições de 2026. Está prevista para os próximos dias a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um dos principais nomes cotados para a disputa presidencial. O encontro será o primeiro desde que Bolsonaro indicou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato da direita ao Planalto.
STF discute cenário para Bolsonaro cumprir pena em casa
Mudança para unidade com melhores condições é interpretada por aliados e ministros como gesto inicial para futura prisão domiciliar, embora não haja decisão formal.
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Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e integrantes do Supremo Tribunal Federal avaliam que a decisão do ministro Alexandre de Moraes de transferi-lo para uma nova unidade prisional pode representar um primeiro movimento para a concessão de prisão domiciliar. A leitura é de que a mudança sinaliza uma flexibilização gradual no regime de cumprimento da pena, ainda que não exista, até o momento, indicação formal nesse sentido. Dois ministros da Corte, de correntes distintas, consideraram que o novo local, conhecido como Papudinha, oferece condições mais adequadas para a permanência do ex-presidente e poderia facilitar uma eventual transição para o regime domiciliar. Na avaliação desses magistrados, a mudança poderia ocorrer em prazo relativamente curta. A interpretação surge mesmo após Moraes afirmar, na decisão que determinou a transferência, que o cumprimento de pena não deve ser tratado como “estadia hoteleira” nem “colônia de férias”. O ministro também rebateu críticas feitas por familiares de Bolsonaro sobre as condições da sala de Estado Maior da Polícia Federal, onde ele estava custodiado anteriormente. Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado e havia sido retirado do regime domiciliar em novembro, após, segundo decisão judicial, tentar violar a tornozeleira eletrônica. O ex-presidente alegou “curiosidade” como motivação, enquanto seus médicos atribuíram o episódio a possível confusão mental relacionada ao uso de medicamentos. Especialistas, porém, afirmam que os remédios citados são seguros e apenas em casos raros podem provocar efeitos desse tipo.Desde a transferência para o regime fechado, a defesa apresentou diversos pedidos ao Supremo, que incluíram melhorias nas condições da cela e adequações relacionadas ao conforto e à saúde. A família também passou a divulgar possíveis riscos ao estado clínico do ex-presidente fora do ambiente domiciliar. A mobilização se intensificou após Bolsonaro sofrer uma queda e ser diagnosticado com traumatismo craniano leve. À Folha, um ministro do STF considerado próximo a Moraes afirmou que passou a defender a possibilidade de prisão domiciliar por receio de que o Supremo venha a ser responsabilizado por eventuais agravamentos no quadro de saúde do ex-presidente. Segundo esse magistrado, seria apenas uma questão de tempo até que o próprio Moraes seja convencido de que a medida seria a mais prudente.A mesma avaliação é compartilhada por aliados políticos de Bolsonaro, que acreditam que outros ministros acabarão pressionando o relator para uma mudança no regime prisional. Essa expectativa ganhou força após a atuação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, junto a integrantes da Corte. Michelle manteve conversas tanto com Alexandre de Moraes quanto com o ministro Gilmar Mendes. Já Tarcísio procurou ao menos quatro magistrados para defender a prisão domiciliar. A decisão de transferir Bolsonaro para a Papudinha ocorreu após essas articulações. Em rede social, a ex-primeira-dama afirmou que as novas instalações são “menos prejudiciais à saúde” do ex-presidente e garantem “mais dignidade”, mas reiterou que seguirá empenhada em levá-lo para casa.A unidade onde Bolsonaro passou a cumprir pena possui 65 metros quadrados, com área externa de cerca de 10 metros quadrados, e conta com quarto, banheiro, sala, cozinha e lavanderia. Embora tenha capacidade para até quatro detentos, o espaço será utilizado exclusivamente por ele. Na decisão, Moraes afirmou que o novo local permitirá maior flexibilidade para visitas familiares, ampliação do tempo de “banho de sol”, prática de exercícios físicos em qualquer horário e até a instalação de equipamentos de fisioterapia, como esteira e bicicleta. O magistrado também destacou a existência de banheiro com água quente, armários, cama de casal, televisão e geladeira.Além da transferência, Moraes determinou que Bolsonaro seja submetido imediatamente a uma junta médica oficial, composta por profissionais da Polícia Federal, para avaliação detalhada do seu estado de saúde. Com base nesse laudo, o ministro decidirá se o ex-presidente permanece na Papudinha ou se será encaminhado a um hospital penitenciário. Somente após essa análise médica é que o Supremo deverá examinar o novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa. Até lá, a mudança de local segue sendo interpretada, nos bastidores do Judiciário e entre aliados políticos, como um gesto inicial que pode abrir caminho para que Bolsonaro cumpra a pena em casa.
Lula veta PL da Dosimetria que reduzia penas do 8 de janeiro
Projeto previa redução de penas para condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.
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Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente, nesta quinta-feira (8), o Projeto de Lei nº 2.162/2023, conhecido como “PL da Dosimetria”, que previa a redução de penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. A decisão foi anunciada ao final da Cerimônia em Defesa da Democracia, realizada no Palácio do Planalto. O projeto havia sido aprovado em dezembro, tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal, e propunha alterações na dosimetria das penas aplicadas aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.Durante a cerimônia, antes de formalizar o veto, Lula afirmou que a democracia exige vigilância permanente. “A democracia não é uma conquista inabalável. Ela será sempre uma obra em construção, sujeita ao permanente assédio de velhos e novos candidatos a ditadores”, declarou. Segundo o presidente, o regime democrático precisa ser “zelado com carinho” e defendido de forma contínua. Lula também destacou que a decisão representa a preservação do Estado de Direito. “O dia de hoje é um dia que muita gente neste país pode comemorar. Primeiro, pela manutenção do Estado de Direito Democrático”, afirmou, ao mencionar ainda as políticas de inclusão social implementadas no país.Com o veto integral, o texto retorna ao Congresso Nacional, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo em sessão conjunta de deputados e senadores.
Bolsonaro cai durante a madrugada e recebe atendimento tardio, diz Michelle
Ex-primeira-dama afirma que ex-presidente sofreu crise enquanto dormia e precisou de atendimento médico.
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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom | Agência Brasil
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (6) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma queda durante a madrugada enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel na cela onde está detido, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Segundo Michelle, Bolsonaro apresentou uma crise de saúde e só recebeu atendimento quando os agentes foram chamá-lo para a visita. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, escreveu a ex-primeira-dama em uma publicação nas redes sociais.Michelle informou ainda que permaneceu no complexo da PF acompanhada por um médico da equipe particular do ex-presidente, enquanto aguardava esclarecimentos sobre os primeiros atendimentos prestados. “Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros”, relatou. Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação por tentativa de golpe de Estado. No período do Natal, ele chegou a ser internado para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, passou por procedimentos para tratar soluços persistentes, além de apresentar alterações na pressão arterial e iniciar tratamento para apneia do sono.Até o momento, não houve divulgação oficial da PF sobre o estado de saúde do ex-presidente após o episódio.
Lula marca veto a PL da Dosimetria para 8 de janeiro
Presidente escolheu data simbólica e planeja ato público em defesa da democracia.
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Foto: Adriano Machado | Reuters
O Palácio do Planalto prepara para esta quinta-feira (8) uma solenidade para anunciar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão atinge o chamado PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso no fim de 2025. Lula reservou o aniversário de três anos da invasão às sedes dos Três Poderes para dar caráter simbólico e ampliar a visibilidade política do veto. O prazo legal para a sanção ou veto do texto termina em 12 de janeiro.A solenidade está sendo organizada sob coordenação da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e deverá ser transmitida em telão montado em frente ao Palácio do Planalto. Do lado externo, movimentos sociais planejam um ato em defesa da democracia, com o lema “sem anistia para golpistas”. As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além de partidos políticos e centrais sindicais, participam da mobilização. O secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmou presença. A expectativa é que Lula desça a rampa do Planalto no fim da tarde para se encontrar com os manifestantes. A assinatura do veto deve ocorrer no mesmo dia.Aliados do presidente relataram que Lula discutirá os termos finais do veto com auxiliares na terça-feira (6), após retorno de Marambaia (RJ), onde passou o Réveillon. Apesar de divergências internas sobre a data, o presidente mantém a intenção de formalizar o veto em 8 de janeiro. O projeto aprovado pelo Congresso contou com apoio expressivo do centrão, inclusive de partidos que integram a base do governo. No Senado, a proposta foi aprovada por 48 votos a 25. Na Câmara, o placar foi de 291 votos favoráveis e 148 contrários.Caso entrasse em vigor, o texto poderia reduzir o tempo de cumprimento da pena de Bolsonaro em regime fechado, atualmente estimada entre 6 e 8 anos, para um período entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses, conforme interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF). A condenação total soma 27 anos e 3 meses. No fim de 2025, Lula já havia sinalizado que vetaria a proposta. Em conversa com jornalistas, afirmou que crimes contra a democracia devem ser punidos de forma proporcional. “As pessoas que atentaram contra a democracia precisam responder pelos atos”, disse.O debate sobre o projeto também gerou reações no Judiciário. Às vésperas da aprovação no Congresso, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, criticou iniciativas que busquem atenuar penas após o trânsito regular dos processos. Segundo ele, esse tipo de medida transmite à sociedade a ideia de tolerância a novos ataques à democracia.
Após cirurgia, Bolsonaro tem nova crise de soluços em hospital
Ex-presidente teve elevação da pressão arterial, mas quadro é estável; novo procedimento está previsto para segunda-feira (29).
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Foto: Hugo Barreto | Metrópoles
Mesmo após procedimento para tratar crises persistentes de soluços, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um novo episódio na noite deste sábado (27), acompanhado de elevação da pressão arterial. Segundo boletim médico divulgado neste domingo (28), o quadro clínico evoluiu para estabilidade. Bolsonaro permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília. Na última quinta-feira (25), ele foi submetido à oitava cirurgia desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. O procedimento teve como objetivo a correção de uma hérnia inguinal.De acordo com a equipe médica, está prevista para esta segunda-feira (29) a complementação do tratamento dos soluços, com bloqueio do nervo frênico esquerdo, seguido de avaliação dos resultados. O ex-presidente também seguirá em fisioterapia de reabilitação, além de medidas de prevenção de trombose venosa e cuidados clínicos contínuos. “No momento, o paciente encontra-se estável e sem soluços”, informa o boletim, que também destaca a necessidade de acompanhamento médico após o novo procedimento.O comunicado é assinado pelo cirurgião geral Claudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
Flávio Bolsonaro diz que só desiste com pai fora da prisão
Em entrevista à canal de TV, senador afirma que sua permanência na disputa presidencial está atrelada à saída do ex-presidente da prisão, em cenário político fictício.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido como candidato à Presidência nas eleições de 2026, afirmou que sua permanência na disputa está condicionada à libertação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso após condenação por tentativa de golpe de Estado. Em entrevista, Flávio declarou que só abriria mão da candidatura caso Bolsonaro pudesse deixar a prisão e retomar atividades públicas. O senador afirmou ainda desejar o retorno do irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao país.“Trata-se de justiça para quase 60 milhões de brasileiros que, na minha avaliação, foram silenciados junto com o presidente Jair Bolsonaro. Minha pré-candidatura é consciente”, disse o parlamentar. Flávio afirmou que a única hipótese de desistência seria “ver Bolsonaro livre, caminhando com os netos pelas ruas do Brasil”. O senador teria sido indicado pelo pai para representar o grupo político nas eleições, superando nomes como Michelle Bolsonaro e o governador paulista Tarcísio de Freitas.
Roma convida marido de prefeita de Conquista ao PL e movimenta cenário
Convite busca fortalecer a sigla no Sudoeste baiano e reacende discussões sobre alianças locais para 2026.
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O presidente do PL na Bahia, João Roma, convidou o advogado Wagner Lemos, marido da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), para se filiar ao partido e disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições de 2026. Lemos já havia sido lançado como pré-candidato ao Legislativo estadual em agosto, mas ainda não está vinculado a nenhuma sigla. Em contato com a imprensa, Roma confirmou o convite e disse aguardar a decisão de Lemos.“Convidamos o Wagner Lemos para o partido. Ele ficou de avaliar”, afirmou.Segundo a reportagem, a iniciativa é interpretada nos bastidores como uma tentativa do PL de ampliar sua atuação no Sudoeste baiano e se aproximar de lideranças com mandato e projeção regional. Caso aceite a filiação, Lemos pode integrar a lista de nomes da legenda na disputa por uma cadeira na AL-BA. O anúncio da pré-candidatura de Wagner Lemos, em agosto, gerou tensão entre o PSDB e o União Brasil. Isso porque Vitória da Conquista é um dos principais redutos eleitorais do deputado estadual Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Assembleia. À época, foram levantadas possibilidades de divergência entre tucanos e aliados do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).Em entrevista ao programa Boa Tarde Bahia, da Band, no início de setembro, Correia afirmou que a movimentação causou surpresa, mas evitou tratar o episódio como ruptura interna.“Essa informação pegou a todos de surpresa, não só o meio político como também a imprensa. Ninguém esperava que o Wagner quisesse ser candidato. É legítimo o desejo dele e da prefeita em lançá-lo, mas fomos surpreendidos diante do trabalho que desenvolvemos na cidade e das expectativas para as próximas eleições”, declarou.
Moraes determina início da pena de Bolsonaro por 27 anos
Decisão de Alexandre de Moraes determina que o ex-presidente cumpra pena na Superintendência da Polícia Federal, onde já estava preso preventivamente.
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Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão, tomada nesta terça-feira (25), ocorre após o trânsito em julgado das ações que integram o núcleo 1 da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, que também envolve Alexandre Ramagem, Anderson Torres e Almir Garnier. Com a conclusão do processo, Bolsonaro passa a cumprir pena em regime fechado na própria Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde estava detido preventivamente desde sábado (22). Ele foi condenado por liderar uma organização criminosa que buscava mantê-lo no cargo após as eleições de 2022. As condenações incluem os crimes de: organização criminosa armada; tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência; ameaça grave contra patrimônio da União; deterioração de patrimônio tombado. A prisão preventiva havia sido decretada por Moraes com base em indícios de possível fuga, após o ex-presidente violar a tornozeleira eletrônica com o uso de um ferro de solda. A PF também apontou risco de mobilização de apoiadores, após a convocação de uma vigília pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A defesa do ex-presidente deve apresentar novo pedido de prisão domiciliar, alegando condições de saúde e idade — Bolsonaro tem 70 anos. O STF já havia negado solicitação semelhante, classificando-a como prisão domiciliar humanitária. O ex-presidente permaneceu em casa até 22 de novembro, quando, por ordem de Moraes, foi transferido para a custódia da PF. Segundo a decisão, a aglomeração prevista para ocorrer em frente ao condomínio onde Bolsonaro morava poderia favorecer uma tentativa de fuga, o que justificou a manutenção da prisão preventiva até o trânsito em julgado.
Encontro entre Lula e Trump gera recorde de engajamento e divide opiniões online
Publicação atingiu 72 milhões de visualizações e ultrapassou o recorde anterior do petista; levantamento da Quaest aponta maioria de reações neutras.
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Foto: Ricardo Stuckert | PR
A fotografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o ex-presidente norte-americano Donald Trump registrou recorde de visualizações e engajamento nas redes sociais do petista, segundo levantamento da consultoria Quaest.Entre os dias 21 e 27 de outubro, a imagem acumulou 72 milhões de visualizações, 778 mil menções, 22 milhões de curtidas e 7,5 milhões de compartilhamentos no Instagram, X (antigo Twitter), TikTok e Facebook.A publicação superou o antigo recorde de engajamento de Lula, que pertencia à foto em que ele aparece de sunga ao lado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, divulgada em agosto de 2021. Na época, a imagem havia alcançado 65 milhões de visualizações, 4,6 milhões de menções, 19 milhões de curtidas e 7 milhões de compartilhamentos.Ambas as fotos foram feitas pelo fotógrafo Ricardo Stuckert e publicadas nas redes do presidente.De acordo com a Quaest, 54% das menções sobre a nova imagem foram neutras, 26% positivas e 20% negativas. Para o diretor da consultoria, Felipe Nunes, o recorde evidencia “a política como imagem”.“O sorriso, a postura, o aperto de mão — tudo é simbólico. É resultado da guerra de narrativas: a direita tentando emplacar a menção a Bolsonaro e a esquerda comemorando a virada”, avaliou.O registro foi feito durante o encontro entre Lula e Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).Os dois líderes participaram de uma reunião bilateral de cerca de 50 minutos, em que discutiram as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.Após o encontro, Trump afirmou ter “muito respeito pelo Brasil” e deixou aberta a possibilidade de trabalhar em novos acordos.“Acho que tudo é justo. Tenho muito respeito pelo seu presidente, tenho muito respeito pelo Brasil”, disse o republicano.Lula, por sua vez, afirmou que a pauta com os EUA será longa, mas demonstrou otimismo quanto a um entendimento.“Quando dois presidentes sentam à mesa e colocam seus pontos de vista, a tendência natural é chegar a um acordo”, declarou.Na terça-feira (8), Trump também parabenizou Lula pelo aniversário, mencionando a possibilidade de reduzir tarifas entre os dois países.
Defesa de Bolsonaro tem até esta segunda (27) para recorrer da condenação no STF
Prazo para apresentação dos embargos de declaração vai até as 23h59 desta segunda; recurso não reverte condenações, apenas esclarece pontos da decisão.
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Foto: Antonio Augusto | STF
O prazo para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorra da condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) termina nesta segunda-feira (27). Os advogados têm até as 23h59 para apresentar os embargos de declaração — recurso que busca esclarecer eventuais contradições, omissões ou erros no acórdão publicado na última semana. O mesmo prazo vale para os outros sete réus do chamado Núcleo 1 da trama golpista, apontados como principais articuladores dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.Apesar de comuns nesse tipo de processo, os embargos de declaração não têm efeito para reverter as condenações, servindo apenas para ajustes formais ou pedidos de esclarecimento. Após a análise desses recursos, que será feita pela Primeira Turma do STF, o tribunal poderá declarar o trânsito em julgado, etapa que torna as decisões definitivas e autoriza o início da execução das penas.
Alexandre de Moraes nega pedido de Valdemar Costa Neto para visitar Bolsonaro
Ministro manteve restrição de contato entre investigados no inquérito que apura trama golpista.
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (22) o pedido do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Na decisão, Moraes afirmou que o dirigente do partido segue impedido de manter contato com Bolsonaro em razão das medidas cautelares impostas no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.“Em decisão de 4 de agosto de 2025, mantive, entre as medidas cautelares aplicadas a Jair Messias Bolsonaro, a proibição de manter contatos com embaixadores ou quaisquer autoridades estrangeiras, bem como com os demais réus e investigados das ações penais e inquéritos relacionados, inclusive por intermédio de terceiros”, escreveu o ministro. A restrição abrange os processos que investigam a articulação de uma trama golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Na terça-feira (21), a Primeira Turma do STF havia decidido reabrir as apurações sobre a participação de Valdemar Costa Neto no suposto plano golpista envolvendo Bolsonaro e aliados.
Romeu Zema e o dilema da viabilidade liberal em 2026
Com aprovação de 63,6% de seu governo, segundo o Paraná Pesquisas (08/10), Zema figura entre os governadores mais bem avaliados do país.
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Foto: Arquivo Pessoal | Yuri Almeida
A pré-candidatura de Romeu Zema (Novo) à Presidência da República marca um novo capítulo na tentativa de consolidação de um projeto liberal no Brasil. O governador de Minas Gerais, que despontou como outsider em 2018 e consolidou sua reeleição em 2022 com mais de 56% dos votos, enfrenta agora o desafio de transformar popularidade regional em competitividade nacional.
Com aprovação de 63,6% de seu governo, segundo o Paraná Pesquisas (08/10), Zema figura entre os governadores mais bem avaliados do país. No entanto, seu capital político permanece concentrado em Minas — o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e considerado o “espelho do país”. Desde 1989, quem vence em Minas, vence o Brasil (com exceção de 2014). Ainda assim, Zema encontra dificuldades para romper as barreiras estaduais e nacionalizar sua imagem.
Pesquisas recentes da Quaest (09/10) indicam que, num cenário sem Bolsonaro, Zema aparece com apenas 4% das intenções de voto, atrás de Tarcísio de Freitas (18%) e Ciro Gomes (12%). Em confronto direto com o presidente Lula, perde com margem de 47% a 32%. A estagnação reflete um dilema estrutural: embora possua um discurso técnico e moderado, Zema ainda é visto pelo eleitorado bolsonarista como “liberal demais” e “pouco combativo”.
No campo digital, o governador demonstra força e consistência, mas não hegemonia. Nos últimos dois meses, somou 122 publicações no Instagram, alcançando 2,9 milhões de interações e 46 mil novos seguidores — números expressivos, porém inferiores aos de Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas, que lideram tanto em crescimento quanto em taxa de engajamento. As postagens com melhor desempenho de Zema são aquelas que tratam de ações em Minas e críticas diretas ao governo Lula, evidenciando que seu público responde melhor quando ele adota um tom de enfrentamento político.
As menções positivas a Zema nas redes sociais (42,28%) superam as negativas (16,54%), mas o índice de neutralidade ainda é elevado, o que indica baixa polarização e, consequentemente, menor capacidade de mobilizar paixões políticas — ativo essencial em tempos de comunicação afetiva e identitária.
No cenário eleitoral, a projeção é de baixa competitividade em 2026, com chances de vitória estimadas entre 10% e 15%. Zema dependeria de uma profunda desidratação de Bolsonaro e da ausência de Tarcísio para ocupar o espaço da direita. Seu melhor desempenho potencial está em uma composição de chapa com o governador paulista, formando uma aliança SP–MG que representa quase 35% do eleitorado nacional. Nesse arranjo, as projeções indicam uma disputa acirrada com Lula no segundo turno (46% a 42%), caso o apoio bolsonarista se mantenha.
A hipótese de uma chapa Tarcísio–Zema oferece vantagens táticas e simbólicas. Tarcísio mobiliza o eleitorado popular e o bolsonarismo orgânico; Zema agrega credibilidade econômica, serenidade institucional e discurso técnico. No entanto, o risco político é claro: tornar-se um “vice decorativo” e perder protagonismo imediato — ainda que tal posição o projete para 2030 como sucessor natural de uma eventual continuidade liberal-conservadora.
Em síntese, Romeu Zema enfrenta o dilema clássico dos projetos liberais no Brasil: alta capacidade de gestão, baixo apelo de massa. Sua candidatura própria em 2026 tende a reforçar sua marca como líder racional, mas de pouca viabilidade eleitoral imediata. Já uma aliança como vice de Tarcísio pode colocá-lo no tabuleiro nacional com reais chances de vitória, ainda que ao custo de sua autonomia.
O que está em jogo, portanto, não é apenas uma eleição, mas o futuro do liberalismo político no Brasil — entre o cálculo racional e o pragmatismo eleitoral.
Yuri Almeida é estrategista político, professor e especialista em marketing eleitoral
ACM Neto aparece na frente em nova pesquisa para o governo da Bahia
Ex-prefeito de Salvador lidera intenções de voto em todos os cenários simulados; petista aparece em segundo e só vence em confronto com João Roma.
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Foto: Reprodução
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), aparece com ampla vantagem na disputa pelo governo da Bahia, segundo levantamento da Futura Inteligência, divulgado nesta terça-feira (7). A pesquisa foi encomendada pela Apex Partners e ouviu 1.000 eleitores entre os dias 1º e 3 de outubro. No primeiro cenário de intenção de voto, Neto tem 48,6%, contra 34,2% do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). João Roma (PL) aparece com 5%, seguido por Kleber Rosa (PSOL), com 1,8%, e José Carlos Aleluia (Novo), com 0,7%. Outros 5,4% disseram que votariam em branco ou nulo, enquanto 4,3% não souberam responder.Quando o nome de Zé Cocá (PP), ex-prefeito de Jequié, é incluído, ACM Neto sobe para 49,4%, e Jerônimo cai para 30,9%. Cocá tem 2,5%. Roma fica com 4,5%, Aleluia com 1,8% e Rosa com 1,3%. Cenários de segundo turno: A pesquisa também simulou três cenários de segundo turno. No primeiro, entre ACM Neto e João Roma, o ex-prefeito venceria com 67,7% contra 11,3%. Brancos, nulos ou nenhum dos dois somam 17,1%, e 3,8% não opinaram.No embate entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, o candidato do União Brasil mantém a liderança com 54,8% das intenções, contra 38,5% do atual governador. Outros 4,3% votariam branco ou nulo, e 2,4% não souberam responder. No único cenário em que Jerônimo lidera, o petista venceria João Roma por 52,9% a 26,5%. Nesse caso, 16,8% não escolheriam nenhum dos dois, e 3,7% não souberam responder.A pesquisa tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
























