Zema: Auxílios do governo estão criando uma geração de imprestáveis
Segundo o pré-candidato, há casos de pessoas que recusam empregos formais para evitar a perda de benefícios sociais
Por: João Caires
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Foto: Reprodução | TV Band
O pré-candidato a presidente da República, Romeu Zema (Novo-MG), afirmou que pretende endurecer as regras de programas de transferência de renda e condicionar a manutenção de benefícios sociais à aceitação de empregos formais pelos beneficiários. Zema disse que não pretende extinguir programas sociais, mas criticou o que classificou como crescimento da dependência de auxílios governamentais. "Programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Mas sabemos que tem muita fraude que eu vou combater e também não vou pagar auxílio do governo para os marmanjões. Estamos criando no Brasil uma geração de imprestáveis. Eu vou em cidades do interior do Brasil inteiro e vejo a mesma coisa: vagas com carteira assinada e marmanjão em casa, na internet, nas redes sociais, no Netflix, que prefere receber o auxílio governamental", afirmou em entrevista ao programa Canal Livre. Segundo o pré-candidato, há casos de pessoas que recusam empregos formais para evitar a perda de benefícios sociais. Zema defendeu o uso do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das secretarias municipais de assistência social para monitorar ofertas de trabalho destinadas a beneficiários de programas sociais. Pela proposta apresentada, quem recusasse uma vaga formal sem justificativa poderia perder o benefício. Questionado sobre modelos adotados em países europeus, o pré-candidato admitiu a possibilidade de permitir a recusa da primeira proposta de emprego, mas defendeu que a aceitação passasse a ser obrigatória a partir de uma segunda oferta. "O objetivo é garantir que o recurso público chegue a quem realmente precisa e não sirva como desestímulo ao mercado de trabalho formal", afirmou.
Para reforçar acusação de corrupção, campanha de Flávio vai chamar presidente de 'pai do Lulinha'
A ideia é usar temas sensíveis que atingem diretamente o eleitor, como as fraudes do INSS e a pauta anti-corrupção
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução
A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu como uma das estratégias a serem lançadas nos próximos dias chamar o presidente Lula de "pai do Lulinha". A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu como uma das estratégias a serem lançadas nos próximos dias chamar o presidente Lula de "pai do Lulinha". A ideia é usar temas sensíveis que atingem diretamente o eleitor, como as fraudes do INSS e a pauta anti-corrupção. Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, foi citado nas investigações que apuram o desvio de recursos de aposentadorias e pensões como um possível elo com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema. A defesa do filho do presidente confirma a relação com Antunes, mas diz que ela se refere à prospecção de negócios comerciais legítimos. As acusações contra Lulinha não se limitam ao INSS. O filho do presidente já foi citado em uma operação no âmbito da Lava Jato, em 2019.
Quaest aponta vantagem de aliado de Lula entre eleitores baianos
Levantamento mostra vantagem para nomes ligados ao presidente
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Foto: Isaac Fontana | Estadão Conteúdo
Um levantamento da Quaest divulgado na terça-feira (28) mostra que a maioria dos eleitores baianos estão alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo governo do estado. De acordo com a pesquisa, 47% dos entrevistados afirmam querer que o próximo governador seja aliado do petista. Outros 32% disseram preferir um gestor independente, sem alinhamento direto com o governo federal, enquanto 16% apontaram preferência por um nome ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda há 5% que não souberam ou não responderam. Este é o primeiro levantamento da Quaest em 2026 sobre a corrida ao Palácio de Ondina. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 1.200 eleitores na Bahia entre os dias 23 e 27 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-03657/2026.
Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF
Indicado recebeu 42 votos contrários e não alcançou maioria necessária
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Foto: Brenno Carvalho | Agência O Globo
O Senado rejeitou, na noite desta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A votação ocorreu em plenário, de forma secreta, e terminou com 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção. Para ser aprovado, o indicado precisava de 41 votos, que representam a maioria absoluta da Casa. Com o resultado, a mensagem presidencial foi arquivada. O governo agora deverá encaminhar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) havia aprovado a indicação por 16 votos a 11. Durante a sabatina, Messias respondeu a questionamentos sobre temas jurídicos e posicionamentos pessoais. A rejeição de um indicado ao STF é um fato raro. Segundo registros históricos, a última vez que o Senado recusou nomes para a Corte foi em 1894, quando cinco indicações foram barradas durante o governo de Floriano Peixoto. Messias era o terceiro nome enviado pelo governo ao Supremo neste mandato. Antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino foram aprovados e tomaram posse.
Quaest: Rui Costa e Jaques Wagner lideram disputa ao Senado na Bahia
Levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (29), mostra Rui Costa e Jaques Wagner à frente nas intenções de voto para o Senado na Bahia. O estado elegerá dois senadores nas eleições de outubro. Segundo o levantamento, Rui Costa aparece com 31% como primeira opção e 16% como segunda, somando 24% no total combinado. Jaques Wagner registra 20% como primeira escolha e 24% como segunda, chegando a 22% no total. Na sequência aparecem João Roma, com 9%, Angelo Coronel, com 6%, e Deliana Ricelli, com 1%. Marcelo Santtana não pontuou. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 22%, e os indecisos representam 16%. A pesquisa também aponta que 55% dos entrevistados ainda podem mudar o voto, enquanto 43% dizem estar decididos. Sobre o perfil desejado para o Senado, 47% preferem nomes alinhados ao presidente Lula, 33% optam por independentes e 15% citam aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre os dias 23 e 27 de abril, tem margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Nomeação na Codevasf provoca desgaste entre Eures Ribeiro e Jerônimo Rodrigues
Prefeito de Bom Jesus da Lapa critica decisão e aliados apontam influência política na escolha
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Foto: Reprodução
A nomeação da ex-prefeita de Cotegipe, Márcia da Silva Sá Teles, para a 2ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, com sede em Bom Jesus da Lapa, provocou desgaste político no oeste da Bahia. O prefeito Eures Ribeiro (PSD) reagiu à mudança no comando do órgão, que até então estava sob responsabilidade interina de Luiz Geraldo Sciam Bastos, servidor de carreira.Nos bastidores, aliados do gestor municipal atribuem a indicação da nova superintendente à influência do ministro Rui Costa, apontado como pré-candidato ao Senado. O primeiro posicionamento público veio do presidente da Câmara Municipal, Gedson Nascimento, que divulgou vídeo com críticas à nomeação.A relação entre Eures Ribeiro e Rui Costa é marcada por divergências. Em 2018, durante agenda do então governador na região, houve tensão em protesto na comunidade quilombola de Rio das Rãs, com intervenção do prefeito. Mais recentemente, em 2025, aliados de Ribeiro afirmam que houve interferência na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a transferência de uma visita prevista para Bom Jesus da Lapa para outro município, o que teria ampliado o distanciamento político.Outro ponto de atrito ocorreu após o prefeito sinalizar que não apoiaria a reeleição do senador Jaques Wagner (PT), indicando aproximação com Angelo Coronel (PSD). Em mensagem divulgada em grupo de WhatsApp, Eures criticou a nomeação e afirmou que não aceita decisões impostas, além de defender maior respeito ao cenário político local.Até o momento, o governo estadual, liderado por Jerônimo Rodrigues (PT), não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Com melhora nos pulmões, Bolsonaro pode sair da UTI nos próximos dias
Ex-presidente está internado com broncopneumonia em hospital de Brasília e segue sem previsão de alta.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, apresentou melhora no quadro de broncopneumonia, com evolução positiva nos dois pulmões, mas segue internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (18) pelo médico Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento clínico.Segundo ele, há possibilidade de transferência do ex-presidente da UTI para um quarto até o fim da semana, caso o tratamento continue evoluindo como esperado. Bolsonaro está internado no Hospital DF Star desde a última sexta-feira (13).De acordo com a equipe médica, foi introduzido um terceiro antibiótico no tratamento, além de um novo medicamento para controlar o quadro de soluços.Os médicos também acompanham o risco de desenvolvimento de fibrose pulmonar, uma possível complicação associada ao quadro respiratório.Apesar da melhora clínica, a equipe mantém o ex-presidente sob cuidados intensivos e sem previsão de alta hospitalar.
STF desobriga Leila Pereira de depor e CPMI do INSS cancela sessão
Ministro do STF apontou possível desvio de finalidade na convocação; presidente da comissão criticou decisão.
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A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que desobrigou a empresária Leila Pereira de comparecer à CPMI do INSS levou ao cancelamento da reunião prevista para a manhã desta quarta-feira (18).A suspensão foi anunciada pelo presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG). Esta é a terceira tentativa frustrada da comissão de ouvir a dirigente.Além de conceder habeas corpus, o ministro também proibiu a adoção de condução coercitiva para obrigar o comparecimento. A medida havia sido cogitada por Viana como alternativa para garantir o depoimento.Na decisão, Gilmar Mendes avaliou que a convocação poderia representar desvio de finalidade e extrapolação do objeto investigado pela comissão.Segundo o ministro, os poderes das CPIs têm limites constitucionais e devem respeitar garantias fundamentais, como o direito à não autoincriminação. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), defendia a oitiva de Leila Pereira para esclarecer informações prestadas pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, sobre operações de crédito consignado envolvendo a Crefisa.Em nota, Carlos Viana criticou a decisão do STF e afirmou que o entendimento “fragiliza diretamente o poder investigatório do Congresso Nacional”.Para o senador, impedir o comparecimento de uma testemunha abre precedente e limita a atuação do Parlamento na apuração dos fatos.
Vice-prefeito de Guanambi pode romper com prefeito Nal, dizem aliados
Insatisfação com falta de espaço na gestão teria motivado afastamento político
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Aliados do vice-prefeito Zaqueu Rodrigues da Silva afirmam que ele tem sinalizado a possibilidade de romper com o prefeito Arnaldo “Nal” Pereira de Azevedo, ambos do Avante, em Guanambi, no sudoeste da Bahia. De acordo com o site Folha do Vale, Zaqueu estaria insatisfeito com a falta de participação nas decisões da administração e com o afastamento gradual do núcleo político desde o início do mandato. Segundo a reportagem, o vice tem relatado que não possui espaço na gestão. Zaqueu deixou a Câmara Municipal para compor a chapa de Nal. Antes disso, presidiu o Legislativo e mantinha influência entre vereadores, incluindo articulações que levaram Fausto Luiz Souza de Azevedo à presidência da Casa. Aliados afirmam que até essa relação teria se desgastado. Ainda segundo a publicação, o vice admite arrependimento por ter deixado o mandato parlamentar, onde teria chances de reeleição e possibilidade de retornar ao comando da Câmara. Nos bastidores, cresce a avaliação de que Zaqueu pode rever seu alinhamento político para 2026, o que reforça a possibilidade de rompimento. Até o momento, Zaqueu não se manifestou sobre o caso.
Flávio Bolsonaro pressiona Ratinho com apoio a Sérgio Moro no Paraná
Senador do PL ameaça romper acordo com governador caso ele dispute a Presidência; Moro negocia apoio e possível filiação.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ameaça apoiar a candidatura do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) ao governo do Paraná caso o governador Ratinho Jr. (PSD) decida disputar a Presidência da República em 2026. A movimentação inclui a possibilidade de filiação de Moro ao PL, legenda que tem maior tempo de TV e maior fatia do fundo eleitoral. A mudança poderia alterar o cenário da sucessão estadual e enfraquecer o grupo do governador.Flávio e Ratinho Jr. devem conversar após o Carnaval para tentar uma composição. O governador está de férias no exterior e retorna no fim do mês. O senador também cumpre agenda internacional. Antes do impasse, o PL havia fechado acordo para apoiar o nome indicado por Ratinho à sucessão estadual, em troca de espaço para o deputado Filipe Barros (PL-PR) disputar o Senado. Entre os cotados ao governo estão o secretário Guto Silva (PSD), o presidente da Assembleia, Alexandre Curi (PSD), e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD).Flávio atua para montar palanques próprios nos estados e quer evitar apoiar possíveis adversários nacionais. Segundo interlocutores, a aproximação com Moro também serviria para pressionar Ratinho a desistir de uma candidatura presidencial. Ratinho Jr. ainda não definiu se concorrerá ao Planalto ou ao Senado. Aliados afirmam que ele oscila entre a avaliação de que a polarização nacional dificultaria uma terceira via e o cálculo de que teria baixa rejeição para chegar ao segundo turno.A decisão envolve também fatores políticos e familiares. Pessoas próximas dizem que há preocupação com os impactos nos negócios do grupo da família, que inclui concessões de rádio e TV. No União Brasil, Moro enfrenta resistência. Apesar de ter assumido o comando local da sigla, parte da bancada federal deve migrar para o grupo do governador. Além disso, o PP — que formará federação com o União no estado — já declarou que não pretende apoiá-lo.Em nota, Moro afirmou que permanece no União Brasil e que pretende disputar o governo pelo partido. Disse ainda que divergências com o PP serão resolvidas “com diálogo”. O senador tem até 4 de abril de 2026 para definir eventual mudança de legenda, prazo para filiação de candidatos que disputarão a eleição.
Brasil no espelho: o que podemos aprender com o livro de Felipe Nunes?
Religião e família continuam sendo os pilares centrais da autoimagem brasileira.
Por: Yuri Almeida e Guilherme Barbosa*
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Foto: Divulgação
O Brasil que emergiu da redemocratização não é apenas mais plural; é também mais conflituoso consigo mesmo. À medida que o país passou a se ver como um conjunto de múltiplas identidades — raciais, regionais, de gênero, geracionais, religiosas —, o espelho devolveu uma imagem desconfortável: na média, continuamos sendo uma sociedade conservadora, profundamente religiosa, apegada à família, desconfiada do outro e cética em relação a soluções coletivas. O grande mérito empírico de Brasil no Espelho, de Felipe Nunes, está em organizar, com base em quase 10 mil entrevistas (maior levantamento já feito sobre valores, atitudes e percepções no país), esse emaranhado de crenças em 137 indicadores e nove segmentos de identidade.
Motta defende avanço no debate sobre fim da escala 6x1
Presidente da Câmara cita PEC da jornada, trabalho por aplicativos, segurança pública e combate ao feminicídio como prioridades do semestre.
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Foto: Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (2), na abertura do ano legislativo, que o Congresso deve acelerar o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, com participação de trabalhadores e empregadores.Segundo Motta, a proposta precisa avançar com “equilíbrio e responsabilidade”. Atualmente, diversos projetos sobre redução da jornada tramitam na Câmara e no Senado.Na Câmara, uma subcomissão especial aprovou, em dezembro, a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, mas rejeitou o fim da escala 6x1. Já no Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o fim do 6x1 e a redução da jornada para 36 horas semanais, sem corte salarial. O texto ainda será analisado pelo plenário.O tema é tratado como prioridade do governo federal e foi citado na Mensagem ao Congresso enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O líder do governo, Randolfe Rodrigues (PT-AP), não descartou o envio de um projeto próprio do Executivo para unificar as propostas em tramitação.Outro ponto destacado por Motta foi a regulação do trabalho por aplicativos, considerada essencial para adaptar a legislação à economia digital.A agenda do semestre inclui ainda a votação da MP do Programa Gás do Povo, o avanço da PEC da segurança pública e o combate ao feminicídio, apontado como prioridade após o carnaval.
Luciano Ribeiro assume vaga deixada por Alan Sanches
Ex-prefeito de Caculé e primeiro suplente do União Brasil, ele ocupará a cadeira deixada por Alan Sanches, morto neste sábado (17) após infarto.
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Foto: Valter Pontes | Secom
O ex-prefeito de Caculé, Luciano Ribeiro (União Brasil), assumirá uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) após a morte do deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), ocorrida neste sábado (17), em decorrência de um infarto. Luciano Ribeiro é o primeiro suplente da coligação do União Brasil nas eleições de 2022 e será convocado para ocupar oficialmente o mandato, conforme prevê o regimento interno da Casa. Cabe à presidente da Assembleia, deputada Ivana Bastos (PSD), formalizar a convocação e dar início aos trâmites para a posse.Advogado de formação, Ribeiro já possui experiência no Legislativo estadual. Ele exerceu mandato como deputado entre 2015 e 2018, após ter sido eleito em 2014 pelo então Democratas (DEM), partido que posteriormente deu origem ao União Brasil, em processo de fusão partidária. A vaga foi aberta com a morte de Alan Sanches, que era uma das principais lideranças do União Brasil na Assembleia. O parlamentar faleceu em Salvador, vítima de infarto, o que gerou comoção entre colegas, aliados políticos e servidores da Casa.O velório de Alan Sanches foi realizado na manhã deste domingo (18), no Salão Nobre da Assembleia Legislativa da Bahia. O sepultamento ocorreu no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. Com a convocação, Luciano Ribeiro retorna ao Parlamento baiano e passa a integrar novamente o quadro de deputados estaduais, reforçando a bancada do União Brasil na AL-BA.
Moraes determina início da pena de Bolsonaro por 27 anos
Decisão de Alexandre de Moraes determina que o ex-presidente cumpra pena na Superintendência da Polícia Federal, onde já estava preso preventivamente.
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Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão, tomada nesta terça-feira (25), ocorre após o trânsito em julgado das ações que integram o núcleo 1 da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, que também envolve Alexandre Ramagem, Anderson Torres e Almir Garnier. Com a conclusão do processo, Bolsonaro passa a cumprir pena em regime fechado na própria Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde estava detido preventivamente desde sábado (22). Ele foi condenado por liderar uma organização criminosa que buscava mantê-lo no cargo após as eleições de 2022. As condenações incluem os crimes de: organização criminosa armada; tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência; ameaça grave contra patrimônio da União; deterioração de patrimônio tombado. A prisão preventiva havia sido decretada por Moraes com base em indícios de possível fuga, após o ex-presidente violar a tornozeleira eletrônica com o uso de um ferro de solda. A PF também apontou risco de mobilização de apoiadores, após a convocação de uma vigília pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A defesa do ex-presidente deve apresentar novo pedido de prisão domiciliar, alegando condições de saúde e idade — Bolsonaro tem 70 anos. O STF já havia negado solicitação semelhante, classificando-a como prisão domiciliar humanitária. O ex-presidente permaneceu em casa até 22 de novembro, quando, por ordem de Moraes, foi transferido para a custódia da PF. Segundo a decisão, a aglomeração prevista para ocorrer em frente ao condomínio onde Bolsonaro morava poderia favorecer uma tentativa de fuga, o que justificou a manutenção da prisão preventiva até o trânsito em julgado.
Michelle Bolsonaro elogia ex-presidente e reforça vínculo político
Ex-primeira-dama, cotada para 2026, publicou mensagem de apoio ao marido, inelegível e em prisão domiciliar.
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Foto: Reprodução
Cotada para disputar a Presidência da República em 2026, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou, neste domingo (16), uma declaração de apoio ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível e cumpre prisão domiciliar. Em postagem nos stories, Michelle chamou o marido de “galego” e afirmou que ele “se tornou uma referência de liderança” para o país nos últimos anos. Bolsonaro governou entre 2019 e 2022 e foi o primeiro presidente, desde a redemocratização, a não conseguir a reeleição.“Você é grande, meu amor. Em apenas quatro anos, tornou-se uma referência de liderança para uma nação, algo que muitos não alcançam em uma vida inteira. Deus conhece seu coração, e o povo de bem também”, escreveu. A ex-primeira-dama completou: “Seguimos juntos até o fim. Te amo, galego”. Michelle preside o PL Mulher e é tratada por setores do partido como possível candidata ao Planalto. Integrantes próximos a Bolsonaro, porém, afirmam que sua intenção é disputar o Senado pelo Distrito Federal, seu domicílio eleitoral.
Após internação por colite, Ivana Bastos retoma atividades na AL-BA
Presidente da Assembleia recebeu alta no sábado (8) e foi homenageada por servidores no retorno ao trabalho
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A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), retomou as atividades na Casa nesta terça-feira (11), após uma semana afastada para tratamento de saúde. A parlamentar havia sido internada em Salvador devido a um quadro de colite, que chegou a exigir cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No retorno ao trabalho, Ivana foi recebida com homenagens de servidores, que organizaram uma recepção na entrada do Salão Maior da AL-BA.A deputada recebeu alta hospitalar no último sábado (8) e, em mensagem publicada nas redes sociais, agradeceu as manifestações de apoio.“Agradeço a cada palavra de carinho, a cada oração e a cada demonstração de cuidado. Essas manifestações de afeto me fortaleceram e iluminaram meu caminho de recuperação, renovando em mim a fé e a gratidão”, escreveu Ivana.
Defesa de Bolsonaro tem até esta segunda (27) para recorrer da condenação no STF
Prazo para apresentação dos embargos de declaração vai até as 23h59 desta segunda; recurso não reverte condenações, apenas esclarece pontos da decisão.
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Foto: Antonio Augusto | STF
O prazo para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorra da condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) termina nesta segunda-feira (27). Os advogados têm até as 23h59 para apresentar os embargos de declaração — recurso que busca esclarecer eventuais contradições, omissões ou erros no acórdão publicado na última semana. O mesmo prazo vale para os outros sete réus do chamado Núcleo 1 da trama golpista, apontados como principais articuladores dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.Apesar de comuns nesse tipo de processo, os embargos de declaração não têm efeito para reverter as condenações, servindo apenas para ajustes formais ou pedidos de esclarecimento. Após a análise desses recursos, que será feita pela Primeira Turma do STF, o tribunal poderá declarar o trânsito em julgado, etapa que torna as decisões definitivas e autoriza o início da execução das penas.
STF decide que prefeitos, governadores e presidente podem nomear parentes para cargos políticos
Decisão tem repercussão geral e deve autorizar indicações em cargos de natureza política, desde que comprovada a capacidade técnica e a idoneidade do nomeado.
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Foto: Bruno Moura | STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (23) para permitir que prefeitos, governadores e o presidente da República possam nomear parentes para cargos políticos, como os de secretário municipal, estadual ou ministro de Estado. A posição, liderada pelo relator Luiz Fux, foi acompanhada por Cristiano Zanin, André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. A maioria dos ministros entendeu que o chefe do Executivo tem autonomia para definir sua equipe de governo.A conclusão do julgamento deve ocorrer na próxima semana, quando ainda devem votar Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin. O ministro Flávio Dino divergiu e defendeu manter a proibição total de nomeações envolvendo parentes. Durante o debate, os ministros discutiram critérios para evitar abusos, como restringir a medida ao primeiro escalão e impedir indicações em outros Poderes.Fux argumentou que os cargos de secretários e ministros são de natureza política, essenciais à composição do governo, e que a vedação ao nepotismo — prevista na Súmula Vinculante 13 — não se aplica a esse tipo de função, desde que comprovadas a qualificação técnica e a idoneidade moral do nomeado. “Não é uma carta branca para nomear quem quer que seja sem aptidão técnica”, destacou o relator. A Súmula Vinculante 13, de 2008, proíbe a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes até o terceiro grau para cargos comissionados ou de confiança na administração pública direta e indireta. O julgamento trata de um recurso do município de Tupã (SP) contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que invalidou uma lei municipal permitindo a nomeação de parentes até o terceiro grau para o secretariado local.Ao propor a validação da norma, Fux comparou os cargos de secretários municipais aos de ministros de Estado, por terem “existência necessária e natureza política”. O processo tem repercussão geral reconhecida, o que significa que a decisão do STF valerá para todos os casos semelhantes em todo o país. Durante a sessão, o ministro André Mendonça destacou que os cargos políticos são de livre escolha do Executivo, mas que essa prerrogativa não se estende a funções em outros Poderes, como no Judiciário ou Ministério Público, para evitar conflitos de interesse.
O poder do discurso político
Pierre Bourdieu nos lembra que as palavras não têm força por si mesmas: seu impacto depende do capital simbólico de quem as pronuncia.
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Foto: Arquivo pessoal
O discurso político ocupa um lugar central na vida pública. Não se trata apenas de palavras bonitas ou slogans de campanha, mas de um instrumento de poder capaz de moldar percepções, definir identidades coletivas. Mouffeilizar ações. É pela palavra que lideranças legitimam sua posição, constroem consensos, enfrentam adversários e orientam a imaginação social.
Pierre Bourdieu nos lembra que as palavras não têm força por si mesmas: seu impacto depende do capital simbólico de quem as pronuncia. Um presidente da República, um líder oposicionista ou um outsider sem cargo formal podem dizer a mesma frase e, ainda assim, produzir efeitos distintos. Isso acontece porque cada um ocupa uma posição social e política que confere diferentes níveis de legitimidade. Como também ensinou Max Weber, a autoridade pode ser tradicional, carismática ou racional-legal — e cada tipo imprime uma forma própria de força à fala.
Mas o discurso nunca se sustenta apenas em quem fala: ele se organiza em torno de quem escuta. Desde Aristóteles sabemos que a persuasão envolve a combinação entre ethos (credibilidade), pathos (emoção) e logos (razão). O público, no entanto, não é uma massa homogênea. Nancy Fraser mostrou que a sociedade é formada por públicos e contrapúblicos, em permanente disputa. Isso significa que o discurso político precisa segmentar, ativar valores diversos e falar em registros distintos para diferentes grupos. Uma mesma fala pode gerar entusiasmo em apoiadores, irritação em opositores e indiferença em indecisos.
Outro elemento decisivo é o enquadramento do debate. George Lakoff demonstrou que a política não é apenas uma luta de argumentos, mas de frames, ou molduras cognitivas, que orientam como as pessoas interpretam os fatos. Chamar um imposto de “tarifa de solidariedade” ou de “confisco” muda radicalmente sua percepção. Nesse sentido, Antonio Gramsci destacou que a luta política é também uma luta pela hegemonia cultural: o que importa não é apenas governar, mas conseguir que certas ideias sejam aceitas como senso comum. Chantal Mouffe aprofunda essa reflexão ao mostrar que a política é sempre agonística, isto é, atravessada por conflitos legítimos em torno de significados.
O discurso, contudo, não existe no vácuo: ele se ancora em um contexto simbólico. Murray Edelman mostrou que a política opera por meio de símbolos e simplificações que organizam a experiência pública. Bandeiras, hinos, metáforas de guerra ou de família não são apenas recursos estilísticos: são formas de dar sentido a realidades complexas. Da mesma forma, Benedict Anderson demonstrou que até a própria ideia de nação é uma “comunidade imaginada”, sustentada por narrativas e memórias compartilhadas.
A importância do discurso político, portanto, vai muito além da retórica superficial. Ele é um ato performativo: produz efeitos no mundo. Não apenas descreve a realidade, mas a constitui. Define quem pode falar, quem será ouvido e quais interpretações prevalecerão. Em contextos de crise, protesto ou polarização, a palavra pode acalmar tensões ou incendiá-las; pode abrir espaço para a negociação ou fechar portas para o diálogo.
Em resumo, compreender a política contemporânea exige compreender o poder das palavras. Elas são armas e pontes, instrumentos de disputa e de construção coletiva. Como já indicava Aristóteles, a política é inseparável da retórica — e, no século XXI, continua sendo pela força do discurso que se ganham legitimidades, se moldam imaginários e se definem os rumos de uma comunidade política.
Yuri Almeida é professor, estrategista político e especialista em marketing eleitoral.
Como as redes e a rua influenciaram a política brasileira
Como diria Maquiavel, o príncipe que não domina os instrumentos de poder corre o risco de ser subjugado
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Foto: Arquivo pessoal
Os protestos contra a PEC da Blindagem e o movimento contrário à anistia, que tomaram as ruas e as redes brasileiras nesta semana, não podem ser entendidos apenas como reações espontâneas de cidadania. São, antes, expressões de uma política que se reconfigura sob o signo da tecnologia, da informação e do sentimento coletivo. A internet, à luz de Marx ao analisar as relações de produção e de poder em cada nova etapa da sociedade, não é mero instrumento: é campo de disputa e arena de hegemonia.
Philip N. Howard (2019) nos lembra que a política contemporânea é profundamente mediada por algoritmos e fluxos de dados. O alcance de uma mobilização não se mede apenas pela presença física, mas pela capacidade de navegar e dominar as arquiteturas digitais que regulam a atenção. No Brasil desta semana, hashtags, transmissões ao vivo e grupos de WhatsApp não foram coadjuvantes; foram ferramentas de luta, disputando espaço com bots, desinformação e campanhas de manipulação.
Como diria Maquiavel, o príncipe que não domina os instrumentos de poder corre o risco de ser subjugado; na política digital, dominar algoritmos e narrativas é a mesma coisa. A visibilidade, a amplificação, a capacidade de viralizar são armas modernas: quem não as controla, permanece à margem do debate público.
Zizi Papacharissi (2015) oferece outro ângulo: a política não se move apenas por dados, mas por afetos. O que circula nas redes não é informação neutra, mas indignação, esperança, medo e solidariedade. A esfera pública digital transforma indignação em ação, e cada post, cada vídeo ou hashtag funciona como ritual de pertencimento. O protesto contra a anistia não é apenas uma disputa legal ou política: é a encenação de uma ética coletiva, um clamor contra a injustiça, que pulsa e se espalha em cada tela.
Se combinarmos Howard e Papacharissi, percebemos que os protestos brasileiros são fenômenos híbridos:
1. Infraestrutura e poder: a política digital é marcada por algoritmos que decidem visibilidade, alcance e influência.
2. Afeto e engajamento: o mobilizador central é o sentimento coletivo, que transforma cidadãos comuns em atores políticos performativos.
Essa convergência revela algo que Bobbio enfatizaria: o poder não é só institucional, mas relacional. A PEC da Blindagem e a anistia não são apenas temas de lei; são testes da capacidade da sociedade de se organizar e resistir, de disputar narrativas, atenção e sentidos de justiça.
Em última análise, os protestos desta semana demonstram que a política não se esgota na rua nem na tela: ela existe na intersecção de ambas, na tensão entre estrutura e emoção, entre tecnologia e ética, entre manipulação e consciência coletiva. O futuro da democracia brasileira se joga nesse espaço híbrido — e é lá que se medirá a força real do engajamento cívico mediado pela tecnologia e redes.
Yuri Almeida é professor, estrategista político e especialista em marketing eleitoral.
TRE-BA anula cassação de Cleiton Vieira por suposta compra de votos em Tanque Novo
Corte considerou frágeis as provas apresentadas e entendeu que não houve dolo ou participação direta do vereador nas transferências apontadas como irregulares
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) reformou a decisão de primeira instância que havia cassado o mandato do vereador Cleiton Vieira Batista (PP), do município de Tanque Novo, no Sertão Produtivo, região sudoeste da Bahia. A Corte também anulou a multa de R$ 30 mil e revogou a inelegibilidade de oito anos que havia sido imposta ao parlamentar por suposta captação ilícita de sufrágio. Cleiton foi eleito em sua primeira candidatura, nas eleições de 2024, com 1.346 votos, sendo o mais votado do pleito.De acordo com o relator do processo, o juiz Mauricio Kertzman, as provas apresentadas não sustentam a condenação. O magistrado destacou que não houve comprovação de participação direta do vereador nas transferências financeiras investigadas e que faltam indícios claros de intenção de obter votos em troca de vantagens. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que atribuiu a Cleiton o uso da empresa Diamantina Atacadista, da qual seria sócio-administrador, para realizar transferências via Pix a eleitoras, com intermediação do apoiador político Adilton Lopes Cardoso.Em primeira instância, Adilton foi absolvido, mas Cleiton teve o mandato cassado com base em áudios e mensagens de WhatsApp, considerados indícios de tentativa de disfarçar a finalidade eleitoral das transferências. No julgamento no TRE-BA, a Corte seguiu o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e julgou improcedente a representação. Durante o processo, testemunhas ouvidas em juízo enfraqueceram a acusação, negando qualquer vínculo entre o recebimento de valores e pedidos de voto.Uma das depoentes, Katrielly Silva Gomes, declarou de forma objetiva que a ajuda financeira recebida “não foi em troca de voto”. A Corte destacou que a condenação por compra de votos exige provas concretas e irrefutáveis, não sendo suficientes indícios não confirmados judicialmente. Com a decisão, Cleiton Vieira recupera plenamente o mandato e permanece apto a exercer funções públicas e disputar futuras eleições.
Tarcísio de Freitas tem o melhor engajamento entre os candidatos da direita
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apresenta taxas de engajamento muito superiores às de seus pares.
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Foto: Arquivo pessoal
As redes sociais consolidaram-se, no cenário político contemporâneo, como arenas privilegiadas de disputa simbólica e de formação de opinião. O poder comunicativo é elemento estruturante das sociedades em rede, sendo capaz de moldar comportamentos coletivos e influenciar processos políticos. As interações, aparentemente pequenas, em ambientes digitais, podem desencadear ondas de ação coletiva de larga escala.
A partir dessa perspectiva, o desempenho digital dos governadores Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. oferece elementos para compreender as dinâmicas de força que se articulam em torno da sucessão presidencial de 2026 no campo da direita, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Estudo do Lab Caos (veja completo aqui) revela uma assimetria significativa entre os candidatos analisados. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apresenta taxas de engajamento muito superiores às de seus pares. Entre os principais indicadores destacam-se:
Taxa de interações quase dez vezes maior em relação aos demais.
Número de comentários cinco vezes superior por publicação.
Base de seguidores mais ampla do que a soma dos outros presidenciáveis do campo da direita.
Esses dados não expressam apenas visibilidade quantitativa. Eles revelam a formação de uma comunidade discursiva, conceito trabalhado por Zizi Papacharissi (2015), em que a audiência não se limita a consumir passivamente o conteúdo, mas participa ativamente da conversação política. O fenômeno reforça o efeito de retroalimentação algorítmica, no qual maior engajamento gera maior alcance, consolidando o protagonismo digital de Tarcísio.
Zema, Caiado e Ratinho Jr.: relevância regional e limites nacionais
Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr., embora mantenham relevância em seus respectivos estados, apresentam desempenhos digitais bem mais restritos. Seus melhores conteúdos alcançam momentos de destaque, mas não configuram uma narrativa consistente em escala nacional. Aqui cabe retomar Pierre Bourdieu (1989), para quem o capital político é sempre relacional e depende da capacidade de conversão em diferentes arenas. O capital regional desses governadores não se traduziu, até o momento, em um capital digital capaz de projetá-los como presidenciáveis de alcance amplo.
Implicações políticas e teóricas
Do ponto de vista político, a disparidade observada sugere uma tendência de centralização em torno de Tarcísio de Freitas como figura capaz de aglutinar setores da direita, sobretudo diante do enfraquecimento jurídico e eleitoral de Jair Bolsonaro. Paolo Gerbaudo (2018) enfatiza que os partidos e movimentos políticos na era digital reorganizam-se a partir da interação constante com suas bases em plataformas online. Nesse sentido, o domínio de Tarcísio nas redes sociais não é apenas reflexo de sua popularidade “offline”, mas constitui um recurso de poder autônomo, capaz de reconfigurar hierarquias no campo político da direita.
A análise evidencia que a disputa presidencial de 2026 não se restringirá às arenas tradicionais da política, como alianças partidárias e tempo de televisão. Como observa Castells (2009), o poder político depende crescentemente da capacidade de controlar fluxos de comunicação em rede. No caso brasileiro, o desempenho digital de Tarcísio de Freitas o posiciona como ator central na reorganização da direita, antecipando uma eleição em que a comunicação digital se configura não como instrumento auxiliar, mas como campo de batalha decisivo.
Yuri Almeida é professor, estrategista político e especialista em marketing eleitoral.
A nossa bandeira jamais será vermelha, branca e azul
O processo de independência de um país tem, como um dos pilares, o estabelecimento de símbolos, que traduzem o sentimento popular
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Foto: Yuri Almeida
O processo de independência de um país tem, como um dos pilares, o estabelecimento de símbolos, que traduzem o sentimento popular, gera pertencimento e organiza valores da sociedade. Hinos, bandeiras e conceitos são exemplos desses símbolos. Assim, o marketing político disputa além das narrativas, também esses símbolos.
Como lembra Benedict Anderson, em Comunidades Imaginadas (1983), “as nações são comunidades políticas imaginadas porque, mesmo sem que seus membros se conheçam, compartilham símbolos, ritos e narrativas que os unem em um sentimento de pertencimento”. Nesse sentido, os símbolos nacionais são mais do que ornamentos: são a matéria-prima da identidade coletiva.
Os movimentos fascistas em todo mundo — e aqui no Brasil, o bolsonarismo — sequestraram os símbolos nacionais e as cores como identidade do seu projeto político. Bolsonaro bradava: “que a nossa bandeira jamais será vermelha”, em contraponto à cor adotada pelo Partido dos Trabalhadores.
Vestir verde e amarelo, até então, era sinônimo de estar ao lado de Bolsonaro. O PT, nas eleições seguintes, ficou mais colorido e, após a vitória de Lula em 2022, voltou a disputar o verde e amarelo. Sob o slogan “União e Reconstrução” (recentemente atualizado para “do lado do povo brasileiro”), a comunicação institucional do Governo Federal buscava apaziguar a polarização política no Brasil.
Ivana Bastos cumpre agenda nos municípios de Ibitiara e Novo Horizonte
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Divulgação
- A deputada Ivana Bastos esteve na última sexta-feira, 7, nos municípios de Novo Horizonte e Ibitiara. Na agenda, a parlamentar visitou a Feira Intercultural, conheceu o espaço junino em Novo Horizonte e participou dos festejos pela emancipação dos municípios. Em Ibitiara, a parlamentar visitou a Feira Intercultural de Ibitiara (Ficulti), ao lado do prefeito Wilson, da primeira-dama Silvia, do ex-prefeito Niltinho, do presidente da câmara, Sivaldo Amorim, e de secretários municipais. O evento integra as comemorações pelos 90 anos do município, celebrado no último dia 2 de março. A programação do evento incluiu encontros de cordel, reisados, sanfoneiros, grupos de capoeira, artesãos, escritores, além de apresentações de dança e outros aspectos da cultura local. Já em Novo Horizonte, a parlamentar visitou o espaço Junino, Vila Horizonte, montado na Praça do Garimpeiro. “Fico muito feliz por ter a oportunidade de estar nesse local em que somamos forças com a gestão municipal para a construção. Parabéns ao prefeito Djalma por todo capricho para garantir o melhor que essa época do ano tem para oferecer”, expressou Ivana Bastos. Ainda no município, Ivana esteve com o presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais de Brejo Luiza de Brito, Wilson Silva Araújo, e conheceu de perto a produção de cebola. “Novo Horizonte é destaque quando se fala em produção agrícola. Ao lado do prefeito Djalma, assumo o compromisso de, através do apoio do governador Jerônimo e da CAR, trabalhar para assegurar o fortalecimento da produção”, ressaltou. A parlamentar e o grupo político finalizaram a agenda na cidade em uma grande festa, comemorando os 35 anos de Novo Horizonte, celebrado no dia 13 de julho. Na programação da noite, muita animação com a música dos cantores Thullio Milionário e Claudinho do Acordeon.
Deputada Ivana Bastos e prefeito reivindicam obras importantes para Pindaí
Entre as reivindicações apresentadas, destacam-se o asfaltamento do trecho que liga Guirapá ao IF Baiano de Guanambi, a pavimentação da estrada de Pindaí à comunidade Paus Preto
Por: Redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Divulgação
- Pindaí tem sido alvo de esforços contínuos para o desenvolvimento de sua infraestrutura. Em reunião realizada no último dia 29, a deputada estadual Ivana Bastos e o prefeito João Veiga se reuniram com o secretário de Relações Institucionais do Estado , Jonival Lucas, para reforçar uma série de pedidos para a o município. Entre as reivindicações apresentadas, destacam-se o asfaltamento do trecho que liga Guirapá ao IF Baiano de Guanambi, a pavimentação da estrada de Pindaí à comunidade Paus Preto e a pavimentação asfáltica de Guirapá até o povoado de Tabua. Além disso, foi solicitado o apoio para a construção de uma ponte sobre o rio Jacaré e para a implantação de grama no campo society do bairro Santa Rosa, na sede do município. Essas obras são vistas como fundamentais para melhorar a mobilidade e a qualidade de vida da população local. A deputada enfatizou a importância desses projetos para a comunidade. "O nosso mandato, ao lado do prefeito, não descansará até obter a concretização dessas importantes obras para o município" afirmou a parlamentar, destacando o compromisso com o progresso de Pindaí. O prefeito João Veiga também reforçou a necessidade de celeridade na execução dessas obras, salientando que a melhoria da infraestrutura é vital para o desenvolvimento econômico e social da região.
























